Fujinomiya, Japão – Um jovem de 20 anos, de nacionalidade chinesa, mobilizou as equipes de emergência na tarde de domingo (18) após sofrer um acidente enquanto descia o Monte Fuji. O incidente ocorreu em um momento crítico, visto que todas as trilhas da montanha estão oficialmente fechadas para o inverno devido às condições extremas de segurança, informou a TV Shizuoka.
Por volta das 13h, o chinês entrou em contato com o serviço de emergência (119) relatando que havia caído próximo à 8ª estação da trilha Fujinomiya, a cerca de 3.250 metros de altitude. Ele informou que sofreu uma lesão no tornozelo direito e estava impossibilitado de caminhar.
As equipes de resgate de montanha da polícia e dos bombeiros conseguiram localizar o homem por volta das 20h30. No entanto, devido à gravidade do ferimento e à incapacidade de locomoção do jovem, os socorristas aguardam a chegada de uma equipe de reforço para realizar o transporte até a 5ª estação, onde veículos de socorro podem transitar.
O Monte Fuji está sob interdição de inverno, um período em que a subida é considerada extremamente perigosa. A polícia de Shizuoka tem reforçado os alertas através das redes sociais, destacando que o acesso entre a 5ª estação e o topo está fechado conforme a Lei de Estradas. Violadores podem enfrentar até 6 meses de prisão ou multa de 300 mil ienes.
Além do acúmulo de neve, ventos fortes transformam gelo e pequenas pedras em projéteis perigosos. No período de Ano Novo, dois acidentes semelhantes foram registrados, resultando em uma morte.
Quem deve pagar a conta do resgate?
O caso reacendeu uma discussão no Japão sobre a responsabilidade financeira em resgates de montanhistas imprudentes. Atualmente, as operações de helicópteros e equipes terrestres são financiadas por impostos públicos, sendo um serviço gratuito.
O prefeito de Fujinomiya, Hidetada Sudo, tem defendido publicamente a necessidade de cobrar pelos custos de resgate realizados durante o período de fechamento da montanha.
O economista Takashi Kadokura alerta para o “risco moral” gerado pela gratuidade. Segundo ele, a falta de custo financeiro para o resgatado acaba incentivando escaladas negligentes e despreparadas.
Kadokura defende que, para inibir o alpinismo imprudente e reduzir os gastos públicos, os custos de resgate no inverno deveriam ser arcados integralmente pelas vítimas.




