Tóquio, Japão – Um menino de 3 anos morreu após cair do 9º andar de um edifício residencial no bairro de Nishi-Shinjuku, em Tóquio, na madrugada de quinta-feira (1), informou a emissora Fuji TV.
O acidente teria ocorrido enquanto os pais estavam fora de casa, participando das tradicionais visitas de Ano Novo a templos e santuários.
De acordo com a Polícia Metropolitana de Tóquio, por volta da 1h30, o Corpo de Bombeiros recebeu uma ligação informando que uma criança estava caída no chão, com sangramento, ao lado de um prédio residencial de 13 andares.
Ao chegarem ao local, os socorristas encontraram o menino gravemente ferido. Ele foi levado ao hospital, mas a morte foi confirmada pouco depois.
As investigações indicam que a criança teria caído da varanda do apartamento da família, localizado no 9º andar. Em depoimento à polícia, os pais afirmaram que o filho estava dormindo antes deles terem saído para o hatsumode, a primeira visita do ano a um templo ou santuário. No momento do acidente, a criança estava sozinha no apartamento.
A polícia apura agora as circunstâncias exatas da queda, incluindo se havia móveis ou objetos próximos à varanda que pudessem ter sido usados pela criança para ultrapassar a grade de proteção.
Especialista alerta para acidentes envolvendo crianças
O psicólogo social Mafumi Usui, professor da Universidade Niigata Seiryo e doutor em Psicologia, explicou que crianças de três anos possuem capacidades físicas e emocionais mais desenvolvidas do que muitos adultos imaginam, mas ainda não têm discernimento para avaliar riscos.
Segundo ele, situações que parecem perigosas para adultos podem não gerar a mesma percepção de ameaça nas crianças. “Elas podem sentir medo em um brinquedo alto, como um trepa-trepa, mas não perceber o perigo real de uma varanda em um prédio”, afirma.
Usui também destacou o chamado “viés da normalidade”, tendência humana de acreditar que acidentes graves “não vão acontecer”, especialmente quando nunca houve incidentes anteriores. Esse pensamento pode levar à subestimação de riscos reais, resultando em tragédias.
O especialista reforça que a diferença entre o que os adultos imaginam ser possível e o que as crianças conseguem fazer está frequentemente por trás de acidentes graves.
Ele defende que a sociedade compartilhe princípios claros de prevenção, como não deixar filhos pequenos sozinhos e garantir medidas para impedir que as crianças caiam de janelas e varandas.




