Tóquio, Japão – Pela primeira vez, Tóquio ficou em segundo lugar no Global Power City Index (GPCI), que classifica as melhores cidades do mundo de acordo com sua capacidade de atrair pessoas, empresas e capital. De acordo com o jornal The Japan Times, Tóquio ocupava o terceiro lugar desde 2016.
O ranking foi divulgado na última quarta-feira (17) pela Fundação Mori Memorial, que avaliou as cidades em seis categorias: economia, pesquisa e desenvolvimento, qualidade de vida, meio ambiente, interação cultural e acessibilidade.
Tóquio ultrapassou a cidade de Nova York pela primeira vez desde 2016, que já ocupava o segundo lugar do ranking há bastante tempo. A melhora na pontuação da capital japonesa foi particularmente notável nas categorias de qualidade de vida e interação cultural. O turismo também foi um fator contribuinte.
Durante uma coletiva de imprensa para anunciar os resultados, Hiroo Ichikawa, diretor executivo da Fundação Memorial Mori, classificou a melhora de Tóquio como “significativa” e citou o soft power e a oferta cultural da cidade.
Índice também expõe fragilidades
Embora a posição de Tóquio tenha melhorado, o Japão enfrenta problemas econômicos, de acordo com as conclusões, sendo a escassez de mão de obra e de recursos humanos os principais desafios. O domínio limitado do inglês também representou um desafio para a competitividade global do país.
“Há fragilidades nas áreas de economia, pesquisa, desenvolvimento, finanças, startups, rankings universitários, globalização, disponibilidade de pessoal altamente qualificado e na oferta de ambientes educacionais voltados para negócios. Esses aspectos ainda deixam a desejar”, afirmou Ichikawa.
Para o futuro, aproveitando sua reputação global em cultura, “Tóquio deve ampliar ainda mais as oportunidades de interação e integração internacional por meio de ambientes de negócios aprimorados e investindo proativamente nas pessoas”, disse o diretor.
Nova York, agora em terceiro lugar, apresentou “a maior queda na pontuação entre todas as cidades”, sendo essa queda particularmente acentuada no quesito qualidade de vida, de acordo com o resumo executivo do GPCI.
Londres, apesar da queda na pontuação geral, manteve a primeira posição, que ocupa desde 2012, em parte devido à sua forte interação cultural e à sua classificação em acessibilidade. A cidade também obteve altas pontuações nos indicadores de economia e pesquisa e desenvolvimento.
Completando os cinco primeiros lugares, Paris mantém sua quarta posição do ano passado, enquanto Singapura permanece em quinto.
Fukuoka e Osaka subiram posições
Ichikawa afirmou que as cidades da Ásia tiveram um desempenho excelente em geral, observando que outras cidades japonesas estavam subindo rapidamente no ranking.
Fukuoka subiu da 42ª para a 40ª posição em relação ao ano anterior, enquanto Osaka ficou em 18º lugar, um aumento expressivo em relação à sua posição anterior, a 35ª. Isso foi atribuído, em parte, à Expo Osaka, realizada este ano, que trouxe mais turismo e atenção para a terceira maior cidade do Japão.
Do Brasil, apenas a cidade de São Paulo entrou no ranking, na 41ª posição da lista.
O ranking é publicado anualmente desde 2008. Este ano, ele introduziu dois novos indicadores – avaliação de sustentabilidade corporativa e biodiversidade, que influenciaram a classificação das cidades no componente “meio ambiente” da pontuação.
Confira o ranking completo:
1. Londres
2. Tóquio
3. Nova York
4. Paris
5. Singapura
6. Seul
7. Amsterdã
8. Xangai
9. Dubai
10. Berlim
11. Copenhagen
12. Pequim
13. Melbourne
14. Madrid
15. Sydney
16. Vienna
17. Estocolmo
18. Osaka
19. Frankfurt
20. São Francisco
21. Zurique
22. Hong Kong
23. Barcelona
24. Taipei
25. Los Angeles
26. Toronto
27. Boston
28. Bruxelas
29. Chicago
30. Dublin
31. Istanbul
32. Milão
33. Helsinque
34. Geneva
35. Moscou
36. Vancouver
37. Kuala Lumpur
38. Bangkok
39. Washington, DC
40. Fukuoka
41. São Paulo
42. Tel Aviv
43. Buenos Aires
44. Cidade do México
45. Jakarta
46. Cairo
47. Mumbai
48. Joanesburgo




