Fukuoka, Japão – Seis membros do esquadrão de choque da polícia da província de Fukuoka foram denunciados ao Ministério Público sob suspeita de assédio moral contra colegas de treinamento. As informações são do canal TNC News.
A denúncia é de que um policial na casa dos 20 anos foi obrigado a se despir e foi tocado por outro membro sem seu consentimento. O caso aconteceu na cidade de Kumamoto, no mês de agosto.
Entre os indivíduos investigados, está um policial de 24 anos, que era responsável pelo treinamento e orientação na “unidade de mergulho” da Segunda Unidade Móvel da Polícia de Fukuoka, na cidade de Kitakyushu.
A unidade de mergulho é especializada em realizar operações de resgate em caso de acidentes aquáticos no mar ou em rios, revistar o interior de veículos que caíram na água e procurar por evidências abandonadas na água.
O instrutor de treinamento admitiu as acusações e afirmou durante interrogatório que “tinha a ideia ingênua de que podia fazer qualquer coisa, desde que fosse divertido”.
Outros casos de abusos também foram descobertos na unidade, como: acordar um membro durante o sono e manda-lo dançar nu; derramar natto e maionese no corpo de policiais embriagados; e obrigar colegas a recuperar cobertores dentro de uma piscina com temperatura da água de 8ºC.
Além disso, outro instrutor de treinamento não identificado já havia sido encaminhado ao Ministério Público sob a suspeita de agredir um colega e jogar urina em seu rosto, na cidade de Fukutsu, em agosto passado.
Em resposta aos incidentes, a polícia de Fukuoka aplicou medidas disciplinares contra 15 pessoas, incluindo o então comandante e o vice-comandante da Segunda Unidade Móvel. Seis dos encaminhados à promotoria receberam medidas disciplinares, como demissão ou suspensão.
O inspetor-chefe da polícia de Fukuoka afirmou que a organização tomou medidas disciplinares rigorosas diante dos fatos. “Apresentamos nossas mais sinceras desculpas à vítima e à população por este incidente, apesar de nossos esforços em toda a organização para prevenir violações. Treinaremos e educaremos nossos policiais de forma completa e nos esforçaremos para evitar que isso se repita”.




