Hamamatsu, Japão – Na última terça-feira (11), o Tribunal Distrital de Hamamatsu, em Shizuoka, condenou a cinco anos de prisão um homem que ocultou ter epilepsia e declarou falsamente sua condição ao renovar sua carteira de motorista. Quatro dias depois, ele causou um acidente fatal após sofrer uma convulsão ao volante, conforme informações da emissora SUT TV.
O homem, um desempregado de 47 anos e residente em Hamamatsu, foi considerado culpado de violar o Código de Trânsito e de direção perigosa resultando em morte ou lesão.
Em 6 de julho de 2023, ele apresentou uma declaração falsa em um questionário ao renovar sua habilitação. No dia 10 de junho, perdeu a consciência após sofrer uma convulsão enquanto dirigia em Hamamatsu e colidiu na traseira de um carro parado em um semáforo, matando um homem de 54 anos à época e ferindo um caminhoneiro de 42 anos.
De acordo com o veredicto, o motorista já tinha ciência da epilepsia crônica há cinco anos e havia sido aconselhado por um médico a parar de dirigir. No entanto, respondeu “não” quando perguntado no questionário de renovação “Nos últimos cinco anos, você já perdeu a consciência devido a alguma doença (incluindo sintomas associados ao tratamento listado acima) ou por razões desconhecidas?”, “Nos últimos cinco anos, você já ficou temporariamente impossibilitado de mover todo ou parte do seu corpo como desejava devido a alguma doença?” e “Devido a alguma doença, você foi aconselhado por um médico a não obter carteira de habilitação ou dirigir?”.
Na audiência da sentença, a juíza Naomi Kurashi, do Tribunal Distrital de Hamamatsu, decidiu que “ele não estava sofrendo uma crise epiléptica no momento em que começou a dirigir e que começou a dirigir por vontade própria, reconhecendo os perigos de dirigir” e finalizou dizendo que “sua tomada de decisão, que demonstra tamanho desrespeito pela vida dos outros, não pode escapar de severas críticas”.




