Tóquio, Japão – Nesta quinta-feira (13), novas regras entraram em vigor a respeito da situação alarmante de ataques de ursos no Japão. A partir de hoje, policiais podem utilizar rifles para abater os animais. De acordo com informações de Kyodo News, a polícia ampliou o escopo do manuseio de rifles, que antes era limitado ao uso apenas em incidentes graves, como sequestros.
Estão sendo montadas forças-tarefa nas províncias de Iwate e Akita, onde o maior número de ataques foi registrado, para que policiais de outras províncias, em conjunto com policiais locais, consigam lidar com animais que invadirem áreas urbanas.
Cada província terá duas equipes compostas por um comandante, um oficial ligado às autoridades locais e dois atiradores de elite.
Até então, a força policial ajudava a evacuar moradores, isolar áreas de avistamentos e patrulhar rotas escolares. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o número de mortes causadas por ursos desde abril atingiu o recorde de 13 casos até 5 de novembro.
Províncias tomam medidas contra ataques
A província de Akita tem recebido ajuda das Forças de Autodefesa do Japão desde o começo de outubro. Os militares ajudam a instalar armadilhas, transportar pessoas com licença de caça às áreas com avistamentos do animal e auxiliar no manuseio de possíveis animais mortos.
Em Gifu, os oficiais têm usado drones emitindo sons de latidos de cachorro e fogos de artifício para afastar ursos de áreas residenciais.
Em setembro, entraram em vigor revisões legislativas que concedem aos municípios o direito de contratar caçadores para realizar “abates de emergência” de animais que entrem em áreas povoadas. O governo japonês também tem incentivado para que ex-policiais e ex-membros das Forças de Autodefesa obtenham licenças de caça para ajudar na contenção dos ataques.




