Tóquio, Japão – Em menos de 48 horas, dois terremotos de magnitude superior a 6 atingiram a região de Hokkaido, no norte do Japão. Apesar da intensidade dos tremores, a Agência Meteorológica do Japão informou que não havia risco de tsunami, mas variações leves no nível do mar poderiam ser registradas.
O primeiro terremoto ocorreu no sábado (31), às 17h37, com magnitude 6.1 e epicentro ao largo da costa de Kushiro (Hokkaido), a uma profundidade de 20 km.
O tremor foi sentido com intensidade 4 na escala sísmica japonesa, que vai até 7, nas cidades de Kushiro, Erimo, Urahoro, Kushiro Town, Shibecha e Shibetsu, todas localizadas em Hokkaido.
Abalos de intensidade 3 foram registrados em locais como Obihiro, Nemuro, Abira, Atsugeshi, Hamanaka e até mesmo em partes da província de Aomori, como a cidade de Hachinohe.
O segundo terremoto foi registrado na madrugada desta segunda-feira (2), às 3h52, com magnitude 6.3 e epicentro na região marítima de Tokachi.
O abalo também teve profundidade rasa e foi sentido com intensidade 4 em Taiki e Urahoro, em Hokkaido.
Cidades como Kushiro, Obihiro, Atsuma, Abira, Mukawa, Biratori, Urakawa, Erimo, Shinhidaka, Otofuke, Hiroo e Makubetsu sentiram o tremor com intensidade 3.
Movimentações mais leves (intensidade 1 e 2) foram percebidas em diversas partes de Hokkaido, além das províncias de Aomori, Iwate, Miyagi e Akita.
Apesar das magnitudes relativamente altas e da repetição em curto intervalo de tempo, nenhum dos terremotos causou danos significativos nem exigiu alertas de evacuação, de acordo com as autoridades japonesas.
Região com incidência de tremores
A região ao largo da costa de Kushiro não registrava um terremoto de intensidade 4 ou mais desde setembro de 2024, e um abalo de magnitude superior a 6 desde fevereiro de 2023.
Segundo especialistas, o terremoto aconteceu por causa do forte empurrão entre placas tectônicas, vindo na direção noroeste para sudeste. Esse tipo de movimento é chamado de falha inversa, que ocorre quando uma placa é empurrada para cima por outra, informou o serviço de meteorologia Weathernews
A região fica em uma área onde a placa do Pacífico está se movendo por baixo da placa continental japonesa. O terremoto aconteceu a uma profundidade de cerca de 20 km, o que é considerado raso se comparado com a profundidade média da fronteira entre as placas, que costuma ser de cerca de 40 km.
A costa de Kushiro é uma região conhecida por frequentes terremotos de grande magnitude. Tremores superiores a magnitude 6 são comuns, e terremotos que ultrapassam a magnitude 7 também já ocorreram diversas vezes.
Entre os casos mais recentes, destaca-se o terremoto de 29 de novembro de 2004, com magnitude 7.1, que causou tremores de intensidade 5 forte nas cidades de Kushiro, Betsukai e Teshikaga.
Outro exemplo foi o chamado “Grande Terremoto de Kushiro-oki de 1993”, ocorrido em 15 de janeiro daquele ano, que teve magnitude 7.5 e gerou tremores com intensidade 6 (na escala vigente na época).
Esse terremoto de 1993 teve um epicentro mais profundo, estimado em 101 km, o que fez com que as vibrações se propagassem por uma área muito extensa. Houve registros de intensidade 4 na província de Fukushima, e intensidade 3 em Tóquio, Kanagawa e outras partes do sul da região de Kanto.
A costa de Kushiro está localizada ao longo da Fossa de Kuril (Chishima Kaikou), uma área onde há preocupação com a possibilidade de um terremoto gigantesco no futuro. Diante desses eventos recentes, as autoridades reforçam a importância de revisar os planos de emergência e preparação para grandes tremores.
Fotos: Reprodução/Yahoo
Terremotos registrados no norte do Japão no sábado e nesta segunda-feira




