Tóquio, Japão – Pesquisas recentes revelaram uma possível causa para a alta frequência de abalos sísmicos na região de Kanto, conhecida por possuir vários “ninhos de terremotos”.
Segundo uma análise realizada por especialistas, uma elevação geológica chamada “kaizan” (montanha submarina), localizada no subsolo da parte norte da Baía de Tóquio, pode estar diretamente relacionada à ocorrência frequente de tremores na área, informou a emissora NHK nesta sexta-feira (18).
A região de Kanto possui uma estrutura geológica complexa, onde duas placas oceânicas — a Placa do Mar das Filipinas e a Placa do Pacífico — mergulham sob a placa continental, formando múltiplas zonas sísmicas.
O professor Junichi Nakajima, especialista em sismologia da Universidade de Ciências de Tóquio, analisou cerca de 8.000 terremotos ocorridos na Baía de Tóquio desde o ano 2000.
A distribuição dos epicentros revelou uma formação circular, com cerca de 20 km de diâmetro, situada a uma profundidade entre 60 e 70 km, próximo à fronteira entre as duas placas oceânicas.
A análise apontou que os terremotos estão alinhados em uma inclinação mais acentuada em relação a da Placa do Pacífico, o que sugere a existência de uma estrutura elevada — possivelmente uma montanha submarina — presa à placa em subducção.
Segundo Nakajima, a costa de Kanto abriga várias formações semelhantes. Devido ao seu tamanho e forma, essas montanhas submarinas podem acumular grandes tensões ao serem empurradas para o subsolo, aumentando a ocorrência de terremotos.
“Já ocorreram terremotos de magnitude 7 nessa região durante a Era Meiji (1868-1912). Com a análise contínua da atividade sísmica, queremos identificar áreas com maior risco de terremotos de grande escala no futuro”, disse.
Foto: Reprodução/NHK
Junichi Nakajima, especialista em sismologia da Universidade de Ciências de Tóquio




