Atualizado em: 03/04/2024 11:05
Tóquio, Japão – Casos de um tipo de infecção bacteriana rara, mas grave, ultrapassaram mais da metade da contagem registrada no ano passado na região metropolitana de Tóquio, noticiou o Japan Times. São 88 registros entre 517 outros tipos de infecções em todo o país.
A infecção é chamada de síndrome do choque tóxico (STC, ou a sigla STSS, em inglês), também chamada de “doença carnívora”, levaram a Coreia do Norte a cancelar um raro jogo de futebol com o Japão que seria em Pyongyang.
A síndrome que é mais frequentemente causada pela bactéria estreptococo do grupo A pode causar necrose dos tecidos conjuntivos que cobrem os músculos. Em 2023, a taxa de mortalidade foi de cerca de 30% dos infectados, taxa que o governo de Tóquio considera elevada.
Em 2023, a capital relatou um total de 141 casos e 42 mortes relacionadas com a infeção.
O governo de Tóquio pede que as pessoas procurem atendimento médico se tiverem sintomas relatados pelos médicos: febre alta repentina e calafrios; vermelhidão em mucosas, como olhos, boca, garganta e vagina; bolhas na pele, semelhantes à queimadura solar, especialmente na palma das mãos e planta dos pés; descamação dos pés e das mãos; pressão baixa; náuseas, vômitos ou diarreia; dificuldade respiratória; dor de cabeça ou muscular; confusão mental.
A bactéria é transmitida por gotículas e contato direto, mas a infecção pode ocorrer através de feridas nas mãos ou nos pés. As autoridades de saúde recomendam medidas preventivas básicas, como a lavagem regular das mãos e o cuidado adequado de feridas.
Entre as bactérias estreptococos do grupo A existe a variante M1UK, que é altamente transmissível, a qual pode estar ligada ao recente aumento de casos de STC, uma vez que tem sido cada vez mais detectada em pacientes após meados de novembro do ano passado.
Pessoas com 40 anos de idade ou mais em Tóquio representaram cerca de 90% do total de casos a cada ano na última década. Mas em 2023, houve um aumento notável de indivíduos infectados na faixa dos 40 anos.
Apesar disso, pessoas de todas as idades podem ser infectadas, mas a síndrome é mais comum entre aquelas com 30 anos ou mais, segundo o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas (NIID).
A Agência de Controlo e Prevenção de Doenças da Coreia do Sul alertou os viajantes que visitavam o Japão sobre os riscos do STSS, citando um aumento nos casos, de acordo com relatos da mídia local.
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