Atualizado em: 03/04/2024 11:28
Tóquio, Japão – As perdas econômicas que um grande terremoto causaria na região metropolitana de Tóquio são estimadas em 1.001 trilhão de ienes, um aumento de 223 trilhões de ienes em relação à estimativa anterior feita por um painel da Sociedade Japonesa de Engenheiros Civis (JSCE, na sigla em inglês), noticiou a Jiji Press.
O governo estima que há 70% de chance de que um terremoto de magnitude 7 possa ocorrer na região metropolitana de Tóquio dentro de 30 anos.
Em 2013 as autoridades haviam divulgado a avaliação de possíveis danos com base num abalo de magnitude 7,3 abaixo da zona sul da capital. O epicentro estaria na placa do Mar das Filipinas, afetando províncias vizinhas.
Caso isso ocorra, cerca de 610 mil casas e outras estruturas poderão ser destruídas ou incendiadas.
O número de mortos poderia chegar a 23 mil. Destes, 16 mil pessoas, ou 70%, poderão morrer devido aos incêndios.
Mais de 123 mil pessoas ficariam feridas, 58 mil precisariam ser resgadas dos escombros e até 7,2 milhões precisariam ser evacuadas.
Em 2018, a JSCE estimou que um enorme terremoto na falha de Nankai, no oeste do Japão, causaria danos econômicos de 1.410 trilhões de ienes, ou 9,5 trilhões de dólares.
Agora, os especialistas da JSCE incluíram as perdas indiretas, como as resultantes da suspensão de atividades de produção, diante dos danos que podem ocorrer em estradas e pontes, atingindo a cifra de 954 trilhões de ienes num período pós-terremoto de cerca de 20 anos.
A JSCE previu ainda que as receitas fiscais do governos central e local diminuirão em 36 trilhões de ienes e que precisarão de 353 trilhões de ienes para trabalhos de reconstrução.
A Sociedade acrescentou, porém, que os danos econômicos poderão ser reduzidos em 39%, ou 369 trilhões de ienes, se 21 trilhões de ienes ou mais forem investidos antecipadamente para tornar estradas, portos e edifícios mais resistentes a terremotos.
O professor da Universidade de Quioto, Satoshi Fujii, que preside um subcomitê do painel, expressou a esperança de que as pessoas estejam conscientes da gravidade de tal situação e percebam que a preparação para um desastre diminuiria os danos.
Foto: Photo AC