Atualizado em: 03/04/2024 11:28
Tóquio, Japão – O número de casos de ‘ijime’ (maus-tratos) envolvendo estudantes no Japão que resultaram em investigação policial atingiu o recorde de 292 em 2023, segundo dados da Agência Nacional de Polícia, publicou a Kyodo News.
O número representa um aumento de 116 em relação ao ano anterior e o total é o mais alto nas estatísticas que foram feitas nos últimos dez anos.
Em fevereiro de 2023, o Ministério da Educação especificou 19 exemplos de maus-tratos que poderiam justificar o envolvimento da polícia e incluiu uma lista de crimes em que tais casos poderiam ser abrangidos, incluindo agressão se um aluno socasse um colega.
O ministério enfatizou que denunciar casos à polícia “seria reconhecido como uma resposta adequada”, e instou as escolas e as forças policiais a designarem um ponto de contato.
Entre os 292 casos de ijime, as agressões físicas foram os mais comuns, num total de 102, seguidos por lesões corporais, com 60 registros, e outros 46 envolveram a suspeita de violação da lei sobre prostituição infantil e pornografia.
Do total de 404 pessoas investigadas criminalmente ou colocadas sob custódia, 125 eram estudantes do shuugakku (primário), 189 eram de do chuugakko (ginásio) e 90 eram do koko (colégio).
A Agência Nacional de Polícia informou ainda que 1.665 menores de 18 anos se envolveram em crimes em 2023 após conhecerem alguém nas redes sociais. Destes, 139 eram alunos entre 8 e 12 anos, um aumento de 3,7 vezes em relação aos 38 em 2014.
Representantes da Agência acreditam que o aumento se deve ao fácil acesso às redes sociais, com a maioria dos casos relacionados com crimes sexuais, como prostituição infantil, pornografia infantil, sexo sem consentimento e agressão sexual.
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