Tóquio, Japão – O número de crianças do ensino primário (shougakkou) que foram vítimas de crimes sexuais e outros incidentes desencadeados pelo uso das redes sociais no Japão atingiu um recorde no ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Polícia divulgados nesta quinta-feira (14).
Durante o ano passado, 139 crianças se tornaram vítimas, um aumento de 25 casos em comparação com 2022, sendo a mais jovem entre as vítimas uma criança de 8 anos, informaram os jornais Asahi e Yomiuri.
Em cerca de 70% dos casos, as crianças afetadas foram as primeiras a postar nas redes sociais, geralmente sobre hobbies ou vida cotidiana, antes de serem contatadas e vitimizadas pelos agressores.
A Agência Nacional de Polícia planeja aumentar a conscientização sobre o uso seguro da internet entre jovens, incluindo estudantes do ensino primário.
Considerando as vítimas com menos de 18 anos, o número chegou a 1.665, uma diminuição de 3,9% em relação ao ano anterior.
O comissário da Agência Nacional de Polícia, Yasuhiro Tsuyuki, afirmou em uma coletiva de imprensa que “os crimes sexuais contra crianças têm um impacto prejudicial à saúde física e mental e violam gravemente os direitos humanos”, expressando a intenção de tomar medidas rigorosas para prevenir tais crimes.
Dos 1.665 casos, 225, ou 13,5% do total, foram vítimas de crimes graves, como sexo sem consentimento, um aumento de 40% em relação ao ano anterior e um recorde histórico.
Quase 60% das vítimas conheceram o agressor através do X (antigo Twitter) e do Instagram.
Paralelamente, o número de adolescentes menores de 20 anos detidos por envolvimento com maconha também alcançou um recorde no ano passado, totalizando 1.222 pessoas.
A facilidade de acesso à droga através das redes sociais, combinada com uma diminuição da percepção de seu uso como crime, são vistos como fatores contribuintes para este aumento, especialmente a partir dos 16 anos de idade.
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