Atualizado em: 03/04/2024 16:29
Tóquio, Japão – O recente terremoto de magnitude 7,6 em Ishikawa, ocorrido em primeiro de janeiro, foi analisado por especialistas que descobriram que uma falha localizada no nordeste da península de Noto quase não se moveu durante o forte tremor, gerando preocupação de que um abalo de grande intensidade nessa falha possa gerar um tsunami atingindo a costa da província de Niigata, informou a emissora NHK nesta quinta-feira (18).
O Comitê de Pesquisa de Terremotos do governo indica que a área do epicentro do terremoto se estende por cerca de 150 quilômetros do oeste ao nordeste da península de Noto, e várias falhas ativas identificadas anteriormente podem estar envolvidas.
O professor Kenji Satake, do Instituto de Pesquisa de Terremotos da Universidade de Tóquio, analisou o movimento das falhas na região do epicentro, baseando-se nas formas das ondas de tsunami observadas em diferentes locais.
Os resultados mostraram que, enquanto áreas ao longo da costa norte da península de Noto e falhas adjacentes se deslocaram significativamente, a falha mais ao nordeste, localizada ao largo da costa, quase não se moveu.
Há uma possibilidade de que um novo terremoto de magnitude 7 possa causar um tsunami de aproximadamente 3 metros de altura na costa da província de Niigata, incluindo a ilha de Sado.
O professor enfatiza a importância de estar sempre preparado para terremotos na região, dada a extensão da área do epicentro. Ele também alerta para a necessidade de atenção especial no Mar do Japão, onde os tsunamis podem chegar rapidamente.
O terremoto de primeiro de janeiro deixou até agora 232 mortos e 21 desaparecidos, além de mais de 1.000 feridos. Muitas casas ainda estão sem luz e água e milhares de pessoas que tiveram suas casas destruídas pelo tremor continuam em abrigos públicos.
Foto: Reprodução/NHK




