Atualizado em: 03/04/2024 16:30
Wajima, Japão – Um fenômeno geológico raro ocorreu na cidade de Wajima (Ishikawa) após o forte terremoto de magnitude 7,6 em primeiro de janeiro, informou a emissora NHK neste sábado (13).
Especialistas confirmaram que os diques de proteção contra marés e os recifes de rocha ao longo da costa elevaram-se quase 4 metros devido ao terremoto.
A região norte da Península de Noto, conhecida por ter uma topografia em degraus formada por terremotos repetidos ao longo do tempo, experimentou um fenômeno considerado extremamente raro, ocorrendo apenas uma vez a cada milhares de anos.
Durante o terremoto, houve um levantamento do solo na parte norte da Península de Noto, com áreas do leito marinho ficando expostas. Uma pesquisa realizada por um grupo de especialistas revelou que aproximadamente 4,4 quilômetros quadrados de terra se expandiram em direção ao mar ao longo de um trecho de 90 km.
Masanobu Shishikura, líder do grupo do Instituto Nacional de Pesquisa de Ciência e Tecnologia Industrial e do Centro de Pesquisa Geológica, conduziu um estudo na área de Wajima, observando um aumento de cerca de 4 metros com base no nível do mar antes e depois do terremoto, evidenciado pela posição de conchas no dique.
Além disso, recifes ao norte do porto de pesca elevaram-se cerca de 3,6 metros, formando uma topografia de terraço marinho. Shishikura, com mais de 30 anos de experiência em estudos sobre elevação costeira, destacou a raridade de um aumento de 4 metros.
Na costa norte das cidades de Wajima e Suzu, três terraços marinhos formados por grandes terremotos ao longo de aproximadamente 6.000 anos foram identificados.
Shishikura interpretou a formação da Península de Noto como resultado de repetidos levantamentos e considerou o recente fenômeno como um evento raro, ocorrendo apenas uma vez a cada milhares de anos.
Foto: Centro de Pesquisa Geológica
O solo teve uma elevação de quase 4 metros na costa de Wajima, em Ishikawa, após o terremoto




