Tóquio – O governo japonês não vai permitir espectadores na Paralimpíada de Tóquio, mas as escolas poderão enviar alunos aos locais de competições para assistir aos Jogos, informou o jornal Asahi nesta quinta-feira (19).
Além de Tóquio, haverá competições em Chiba, Saitama e Shizuoka, de 24 de agosto a 5 de setembro.
O Conselho de Educação de Tóquio informou que oito distritos da capital se inscreveram para enviar 130 mil alunos a 12 locais de competições. Outras 23 escolas metropolitanas também devem levar 2.000 alunos para assistir aos Jogos.
Em meio a uma disparada de casos de Covid-19 no Japão, Shigeru Omi, o principal conselheiro de saúde do governo, expressou cautela em relação a esse programa, citando a gravidade das infecções que aumentaram depois que houve uma disseminação da variante Delta.
“A situação das infecções está muito pior agora em comparação com o período da Olimpíada (que ocorreu de 23 de julho a 8 de agosto)”, disse Omi.
Ele também pediu ao governo e aos municípios que criassem mais instalações médicas de emergência e acomodações para lidar com o crescente número de pacientes.
O Comitê Paralímpico Internacional, o comitê organizador dos Jogos, o governo metropolitano de Tóquio e o governo japonês concordaram no início desta semana em barrar os espectadores em todas as instalações, mas confirmaram que os alunos de escolas locais terão permissão para assistir às competições, se os municípios e professores desejarem.
O Japão está lutando contra sua maior onda de infecções desde o início da pandemia, com mais de 23 mil novos casos registrados na quarta-feira (18), incluindo 5.386 em Tóquio.
O governo japonês estendeu o estado de emergência até 12 de setembro em Tóquio, Saitama, Chiba, Kanagawa, Osaka e Okinawa e incluiu as províncias de Ibaraki, Tochigi, Gunma, Shizuoka, Quioto, Hyogo e Fukuoka.
Medidas menos rígidas de “quase-emergência”, que estão vigorando em Hokkaido, Fukushima, Ishikawa, Aichi, Shiga e Kumamoto, serão ampliadas para outras 10 províncias: Miyagi, Yamanashi, Toyama, Gifu, Mie, Okayama, Hiroshima, Kagawa, Ehime e Kagoshima.
Foto: Reuters