Nova York – O Citibank acidentalmente creditou US$ 81 trilhões na conta de um cliente no Brasil em abril do ano passado, quando o valor correto era de apenas US$ 280. O erro só foi divulgado agora e noticiado pelo Financial Times.
A falha passou despercebida por dois funcionários responsáveis pela verificação da transação antes da aprovação. No entanto, um terceiro funcionário identificou o problema 90 minutos após a transferência, e a quantia foi revertida algumas horas depois.
O Citibank informou os reguladores dos EUA (Federal Reserve e Office of the Comptroller of the Currency) sobre o incidente, mas afirmou que seus controles teriam impedido que qualquer quantia deixasse o banco.
Em 2023, o Citi teve 10 “near misses” (erros em que valores foram processados incorretamente, mas recuperados) superiores a US$ 1 bilhão, número ligeiramente menor do que os 13 registrados no ano anterior. Esses incidentes não precisam ser reportados aos reguladores.
O erro evidencia as dificuldades contínuas do Citi em corrigir falhas operacionais, especialmente após a transferência equivocada de US$ 900 milhões para credores da Revlon em 2020. O episódio resultou na saída do CEO da época, além de multas e exigências regulatórias.
A falha de US$ 81 trilhões foi causada por um erro na entrada de dados e por um sistema de backup com uma interface complexa. Um funcionário teve que inserir manualmente a transação em um sistema pouco utilizado, no qual o campo de valor já vinha pré-preenchido com 15 zeros, que não foram apagados.
Apesar de não ter havido impacto financeiro direto, o Citi reforçou que o caso evidencia a necessidade contínua de eliminar processos manuais e aprimorar controles automatizados para evitar erros semelhantes no futuro.
Foto: iStockphoto




