Malásia – O governo da Malásia instituiu medidas de bloqueio indefinidamente para impedir a disseminação do coronavírus diante do número crescente de casos.
A medida estava para vencer nesta segunda-feira (28). Mas o Ministro da Defesa, Ismail Sabri Yaakob, disse em comunicado neste fim de semana que as condições estabelecidas não foram cumpridas, publicou a Kyodo News.
O país registrou mais de 5.000 infecções e mortes de dois dígitos por dia até a semana passada. Não há leitos hospitalares suficientes e apenas 6,4% da população tomou as duas doses da vacina até o domingo (27).
O bloqueio nacional será interrompido quando os casos diários caírem abaixo da média semanal de 4.000.
Neste sistema, apenas setores essenciais de manufatura e serviços trabalham, enquanto shoppings, escolas e parques públicos ficam fechados.
O movimento também é restrito. Apenas duas pessoas por domicílio podem sair e são proibidas viagens no interior do país.
RESTRIÇÃO
A África do Sul vai apertar as restrições à circulação da população por 14 dias, já que as atuais medidas de contenção da epidemia de Covid-19 não são suficientes para evitar um aumento nas infecções, disse o presidente, Cyril Ramaphosa, no domingo.
“Restrições adicionais são necessárias… Colocaremos essas restrições adicionais nos próximos 14 dias”, disse Ramaphosa em um discurso à nação.
Pelas medidas anunciadas, todos os encontros serão proibidos, haverá toque de recolher a partir das 21h às 4h da manhã e a venda de álcool será proibida.
DELTA
O primeiro-ministro indiano Narendra Modi pediu ao povo que inoculasse a nova vacina contra o coronavírus o mais rápido possível.
O número de novas infecções por dia na Índia diminuiu do pico de 400.000 em maio, mas há preocupações sobre a disseminação da “cepa Delta”.
O primeiro-ministro apelou no rádio para “inocular” e pediu para garantir distância interpessoal e o usa de máscara.
A Índia pretende vacinar todos os adultos até dezembro, mas especialistas dizem que serão necessárias 10 milhões de doses por dia. Na Índia, menos de 6% das pessoas completaram duas doses, e mais da metade nem mesmo recebeu uma dose.
NORMALIDADE
O novo ministro do Reino Unido, Sajid Javid, afirmou no domingo que sua prioridade é supervisionar um retorno do país à normalidade em relação à pandemia de Covid-19. Ele elogiou o predecessor, Matt Hancock, que renunciou na véspera depois de um escândalo em que admitiu ter beijado uma assessora em seu gabinete, violando regras de distanciamento social.
Javid, ex-ministro das Finanças, começa seu novo papel com uma lista de alertas que inclui aumento de casos de coronavírus, lotação de hospitais.
“Ainda estamos na pandemia e eu quero ver um fim disso assim que possível e esta será minha prioridade, para que possamos voltar à normalidade o mais rápido possível”, disse ele à BBC News.
Javid afirmou depois: “Obrigado aos fantásticos esforços de nosso NHS (Serviço Nacional de Saúde) e pessoal de assistência social que tem trabalhado sem descanso todos os dias. Obrigado também a nosso fenomenal programa de vacinação, fizemos enorme progresso na batalha contra esta doença terrível.”
Foto: Reuters
Na Índia o primeiro-ministro Narendra Modi pede que a população busque a vacinação o mais rápido possível, enquanto se preocupa com a cepa “Delta”, originada no país