Tóquio, Japão – O governo japonês considera exigir que os pacientes paguem uma parte dos seus medicamentos para a COVID-19 a partir de 1º de Outubro, informou o jornal Yomiuri.
Os pacientes infectados pelo coronavírus deverão arcar com os custos diretos, que podem variar de 10% a 30% do valor restante, após os fundos públicos serem usados para cobrir uma parte do custo dos medicamentos para a COVID-19 a partir de outubro.
Mas, segundo fontes, o governo ainda decidirá quanto desse custo será coberto por fundos públicos.
Em março, o governo decidiu rever o financiamento para tratamentos de pacientes com COVID, já prevendo a reclassificação da doença no mês de maio. No entanto, a decisão foi de continuar assumindo a totalidade dos gastos com despesas médicas pelo menos até setembro.
O governo, porém, ficou de reavaliar se essa decisão continuaria no mês de outubro em diante com base no número de pacientes confirmados neste verão.
Fontes do governo disseram que entre 14 e 20 de agosto havia 17,84 pacientes com COVID por instituição médica, menos que os 29,83 registrados no pico da oitava onda em dezembro de 2022.
Como há leitos desocupados nos hospitais, os quais foram inicialmente reservados para pessoas com sintomas graves, o governo acredita que reduzir a medida não criaria problemas graves.
Na regra atual, o governo dá até ¥ 20.000 por mês ao paciente caso necessite de hospitalização, mas o governo está considerando reduzir o valor a partir de outubro, segundo fontes.
Hoje o governo fornece subsídios às instituições médicas se estas reservarem leitos para pacientes com COVID. Mas a regra poderá mudar, com a conceção desses subsídios apenas às instituições que garantirem vagas para pacientes que necessitarem de administração de oxigênio ou apresentarem sintomas mais graves.
O governo será mais flexível no pagamento dos subsídios, tendo em conta vários fatores, incluindo o número de pacientes existentes em cada província.
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