Chiryu, Japão – Um brasileiro foi preso nesta quarta-feira (27) sob acusação de hackear um smartphone e transferir os dados pessoais da vítima para um cartão SIM que ele colocou em outro aparelho, permitindo usar pontos de um site da compras para obter produtos ilegalmente, informou a emissora Chukyo TV.
O que aconteceu?
O brasileiro, identificado como Tiago Henrique dos Santos, residente em Chiryu (Aichi), foi preso sob suspeita de fraude.
De acordo com a polícia, em agosto deste ano, ele obteve ilegalmente informações pessoais de uma mulher na casa dos 50 anos residente em Osaka, assumiu o controle do smartphone dela e usou os pontos do site de compras Rakuten em nome da vítima para obter lentes de contato avaliadas em cerca de ¥8.000 em uma loja na cidade de Nagoia (Aichi).
Mais de 100 informações pessoais foram encontradas no computador e no smartphone do brasileiro, e a polícia acredita que ele tenha usado esses dados para hackear celulares e transferir senhas de contas e outras informações para outros cartões SIM.
Quais são os riscos de um celular hackeado?
Segundo o aplicativo de mensagens Line, as vítimas de hackers podem não perceber imediatamente que seus smartphones foram invadidos. Os riscos incluem a perda de controle do dispositivo, vazamento de informações pessoais, utilização indevida de serviços online e a exposição da localização da vítima. Veja alguns exemplos:
- Operação remota para espionagem ou escuta ilegal, usando a câmera ou o microfone do dispositivo.
- Vazamento de informações pessoais armazenadas no smartphone, como números de telefone, endereços de e-mail, contas de redes sociais e números de cartões de crédito.
- Rastreamento da localização da vítima, através do GPS ou outros serviços de localização.
- Bloqueio remoto do dispositivo, possivelmente com a exigência de pagamento para desbloqueio.
- Roubo e uso indevido de contas online acessadas através do smartphone.
As causas potenciais da invasão de um hacker incluem a instalação de aplicativos maliciosos, a conexão a redes Wi-Fi falsas e o acesso a links ou sites suspeitos, muitas vezes através de e-mails de spam ou mensagens suspeitas.
Os usuários de celular devem ser cautelosos ao baixar aplicativos de fontes não oficiais, ao conectar-se a redes Wi-Fi em locais públicos e ao acessar links ou sites que parecem suspeitos.
Veja como verificar se o celular foi hackeado:
- Use um software de segurança: A maioria dos hacks em smartphones ocorre por meio de infecções por vírus. Usar software de segurança pode ajudar a verificar se o dispositivo está infectado.
- Verifique o histórico de uso: Se o smartphone foi hackeado para usar redes sociais ou outros serviços, geralmente há vestígios deixados no histórico de login ou e-mails usados. Se você encontrar um histórico desconhecido, pode ser um sinal de hacking.
- Verifique os aplicativos instalados: A presença de aplicativos que você não instalou pode indicar uma invasão.
- Observe o uso de dados: Um aumento inesperado no uso de dados (internet) pode ser um sinal de que o smartphone está sendo operado remotamente.
Se você descobrir que seu smartphone foi hackeado:
- Desinstale aplicativos suspeitos: Se você encontrar aplicativos desconhecidos ou suspeitos, desinstale-os imediatamente.
- Mude as senhas: Altere as senhas das suas contas para evitar danos secundários. Se você descobrir que as senhas já foram alteradas, entre em contato com o provedor do serviço para informar sobre a invasão e solicitar a suspensão da conta.
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