Planaltina – O Tribunal do Júri de Planaltina condenou, na noite de sábado (18), cinco homens envolvidos no assassinato de dez pessoas da mesma família.
O crime, ocorrido entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, ficou conhecido como a maior chacina da história do Distrito Federal.
Após seis dias de julgamento e o depoimento de 18 testemunhas, o conselho de sentença aplicou penas que, somadas, ultrapassam os 1.200 anos de reclusão.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), os jurados consideraram os réus culpados por crimes graves. Entre eles, destacam-se homicídios qualificados, roubo, ocultação de cadáver, sequestro e associação criminosa.
A motivação do massacre foi financeira, pois o grupo pretendia tomar posse de uma chácara no Paranoá avaliada em R$ 2 milhões para revendê-la posteriormente.
Brutalidade contra as vítimas
A violência dos criminosos não poupou crianças nem idosos. Entre as dez vítimas identificadas estavam a cabeleireira Elizamar Silva, de 39 anos, seu marido Thiago Gabriel Belchior, de 30 anos, e os três filhos pequenos do casal, de 6 e 7 anos.
Além disso, os criminosos executaram os pais, a irmã e outros parentes próximos de Thiago.
Segundo as investigações, os réus acreditavam que a eliminação de todo o núcleo familiar facilitaria a apropriação do imóvel. No entanto, o plano resultou em uma tragédia sem precedentes na capital federal.
Durante a leitura da sentença, o juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior afirmou que a Justiça entregou a resposta cabível, embora reconheça a dor irreparável das famílias sobreviventes.
Detalhes dos réus condenados por chacina
As punições refletem a gravidade de cada participação no crime. O réu Gideon Batista de Menezes recebeu a maior pena, totalizando 397 anos de reclusão. Logo em seguida, Carlomam dos Santos Nogueira teve condenação de 351 anos, enquanto Horácio Carlos Ferreira Barbosa recebeu 300 anos de prisão.
Fabrício Silva Canhedo recebeu sentença de 202 anos de reclusão por crimes que incluem extorsão e fraude processual. O quinto réu, Carlos Henrique Alves da Silva, recebeu a pena de dois anos em regime semiaberto pelo crime de cárcere privado.
Por fim, o tribunal ressaltou que os condenados ainda possuem o direito de recorrer da decisão, embora a maioria permaneça presa.
Perguntas frequentes
- Qual foi o motivo da chacina no Distrito Federal?
Os criminosos planejaram o assassinato para tomar posse de uma chácara na região do Paranoá. O imóvel estava avaliado em R$ 2 milhões e o grupo pretendia vendê-lo após eliminar os proprietários. - Quantas pessoas morreram no crime?
Ao todo, dez pessoas da mesma família foram assassinadas, incluindo três crianças de 6 e 7 anos, o casal de pais, avós e outros parentes próximos. - Quais foram as maiores penas aplicadas?
As maiores sentenças foram aplicadas a Gideon Batista de Menezes (397 anos), Carlomam dos Santos Nogueira (351 anos) e Horácio Carlos Ferreira Barbosa (300 anos).




