Rio Grande do Sul – Sobe para 83 o número de mortos nas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul na última semana, segundo a Defesa Civil do Estado. As autoridades acreditam que esse total possa subir, noticiou a Jovem Pan.
Até o momento, 111 pessoas estão desaparecidas e o número de feridos chega a 276. Ao todo, são 345 municípios afetados, onde há 121.957 desabrigados e 850.422 afetadas tanto pela enchente, quanto pela falta de eletricidade e por outros problemas.
Embora a chuva tenha parado, o nível do rio Guaíba subiu 5,26 metros, sendo que o limite para transbordamento é de 3 metros. As autoridades acreditam que o rio manterá o nível de 4 metros nos próximos 10 dias.
Mas a preocupação é que os meteorologistas preveem a chegada de uma nova frente fria a partir da metade da semana, com novas chuvas. A possibilidade de aumento do frio deve dificultar os resgates.
O general Hertz Pires do Nascimento, comandante da Operação Taquari, afirmou que uma frota de 42 aeronaves, entre aviões e helicópteros trabalha incessantemente junto com o efetivo de 9 Estados. “A diferença entre o que ocorre agora com o que aconteceu em setembro do ano passado, por exemplo, é que praticamente todo o Estado do Rio Grande do Sul está afetado pela tragédia e não em uma região isolada, como ocorreu em algumas ocasiões”, declarou.
O governo federal decretou no domingo (5) estado de emergência para 265 municípios gaúchos afetados pelas chuvas. O recurso permite que as cidades recebam verbas federais de forma mais rápida.
O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, permanecerá fechado por tempo indeterminado, com todas as operações suspensas, já que as águas invadiram as instalações e a pista do local, segundo a Agência Brasil. A informação foi confirmada na segunda-feira (6) pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), por meio de nota. “Não há previsão de retomada. Para a segurança de todos, o terminal de passageiros está fechado.”
A prefeitura de Porto Alegre decretou o racionamento de água, após 70% da população ficar desabastecida. Das seis estações de tratamento locais, apenas duas estão operando.
Foto: Ricardo Stuckert/PR




