တိုကျို၊ ဂျပန် – Os quatro grandes terremotos em 24 horas registrados na Venezuela, nos Estados Unidos e no Japão chamaram a atenção pela proximidade entre os horários dos abalos e levantaram questionamentos sobre uma possível relação entre eles. Apesar da coincidência temporal, especialistas afirmam que não há qualquer evidência de que os eventos estejam conectados.
Em um intervalo de poucas horas, diferentes regiões do planeta registraram fortes tremores. A sequência despertou dúvidas sobre a possibilidade de um fenômeno global, mas a explicação apresentada por especialistas aponta para processos geológicos independentes em cada área atingida.
Quatro terremotos ocorreram em diferentes regiões do mundo
Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos atingiram a Venezuela. Com magnitudes 7,2 e 7,5, eles aconteceram em lugares diferentes do país, segundos um após o outro, deixando um rastro de destruição e mortes.
Algumas horas antes, um terremoto de magnitude 5,6 abalou a costa da Califórnia, nos Estados Unidos. Cerca de 30 minutos depois dos tremores registrados na Venezuela, um terremoto de magnitude 6,9 atingiu o nordeste do Japão.
Especialistas descartam relação entre os abalos
Mas, afinal, todos esses terremotos tiveram alguma ligação?
De acordo com especialistas do Serviço Geológico Britânico ouvidos pela BBC, os eventos são apenas uma coincidência. Segundo eles, cada terremoto possui causas próprias relacionadas às características geológicas da região onde ocorreu.
O serviço explica que os terremotos no norte da Venezuela estão relacionados às complexas dinâmicas da placa tectônica do Caribe. Essa placa interage com outras quatro placas tectônicas: a da América do Norte, da América do Sul, de Nazca e de Cocos.
Também é lembrado que a Venezuela não faz parte do Círculo de Fogo do Pacífico, região com maior atividade sísmica e que concentra cerca de 90% dos terremotos registrados no planeta.
No Japão, os tremores estão associados às interações entre a placa tectônica do Pacífico e a placa de Okhotsk, frequentemente considerada parte da placa da América do Norte.
Já os abalos registrados na Califórnia foram provocados por falhas geológicas que atravessam a região, sendo a Falha de San Andreas a mais conhecida entre elas.
Segundo os especialistas, embora tenham ocorrido em um curto intervalo de tempo, os terremotos aconteceram em placas tectônicas distintas. Até o momento, não existe qualquer elemento que indique uma ligação entre eles.
Grandes terremotos fazem parte da atividade sísmica anual
O Serviço Geológico Britânico calcula que o planeta registra, em média, cerca de 100 terremotos com magnitude entre 6 e 7 todos os anos.
Ainda de acordo com a estimativa, ocorrem entre 10 e 15 terremotos com magnitude entre 7 e 8 nesse mesmo período. Já os terremotos com magnitude superior a 8 costumam acontecer uma ou duas vezes por ano.




