Os cinco candidatos à presidência do Partido Liberal Democrata (PLD) marcaram uma mudança significativa em direção a cortes de impostos, incluindo o imposto de renda, durante um recente debate público, deixando de lado a política de doações generalizadas de dinheiro prometida na eleição para a Câmara dos Vereadores em julho.
A ex ministra da Segurança Econômica, Sanae Takaichi, afirmou: “Mesmo que tenha sido uma promessa de campanha, deveríamos nos desculpar e repensar, já que o público disse ‘não’… Isso significa recomeçar de forma equivalente à dissolução do partido.” Ela defende a eliminação da política de doação de ¥ 20.000 por pessoa, que incluiria ¥ 20.000 adicionais por criança ou adulto em domicílios isentos do imposto de residência.
O ex-secretário-geral do PLD, Toshimitsu Motegi, concordou: “O povo disse ‘não’. Não deveríamos apenas alterar a política; deveríamos mudá-la.” O secretário chefe do gabinete, Yoshimasa Hayashi, indicou que uma reversão é inevitável: “Devemos ouvir o público e mudar o que precisa ser mudado.”
Com a pressão por benefícios em dinheiro perdendo força, alguns candidatos focam nos cortes de imposto de renda. O ex ministro Takayuki Kobayashi propôs um corte temporário de taxa fixa, beneficiando especialmente a classe média, com um teto definido para o valor do corte. Takaichi questionou se essa abordagem favorecerá contribuintes de alta renda, defendendo seu plano de “crédito tributário com pagamentos em dinheiro”, destinado a concentrar recursos em quem realmente precisa.
Hayashi propõe uma versão japonesa do Crédito Universal, com apoio baseado na renda para famílias de baixa e média renda, mas reconheceu que a implementação levará tempo. Ele afirmou que deseja acelerar o processo, concentrando-se em jovens, famílias com crianças e pessoas de baixa e média renda.
Em contrapartida, o ministro da Agricultura, Florestas e Pesca, Shinjiro Koizumi, defendeu medidas imediatas: “A voz do público está clamando por ação rápida para combater o aumento dos preços.” Sua proposta prevê o aumento da dedução básica do imposto de renda alinhada à inflação e aos salários.
Segundo o The Japan News, políticas semelhantes às defendidas pela oposição ganham relevância, já que os governistas não têm maioria em ambas as casas da Dieta, tornando essencial o apoio de partidos de oposição.
Todos os cinco candidatos do PLD prometeram abolir rapidamente a taxa provisória sobre a gasolina. Quanto ao corte do imposto sobre o consumo, defendido pela oposição na eleição da Câmara Alta, muitos candidatos expressaram ceticismo sobre sua eficácia a curto prazo. Koizumi, porém, não descartou a possibilidade de implementação futura, “Não descarto a opção e vamos discuti-la.”




