ဂျပန် - Uma nova forma de golpe online está alarmando usuários e especialistas no Japão: vídeos publicitários falsos no YouTube que utilizam inteligência artificial para imitar a voz de investidores famosos. Os conteúdos, que simulam a aparência e a fala de figuras conhecidas, induzem internautas a entrar em grupos no aplicativo LINE com promessas enganosas de conselhos financeiros.
Desde o início de junho, diversas denúncias nas redes sociais apontam a veiculação desses anúncios fraudulentos. Uma das vítimas, uma influenciadora financeira com mais de 630 mil inscritos em seu canal, recebeu mais de 100 mensagens de seguidores questionando se ela estava, de fato, promovendo tais conteúdos.
Os vídeos utilizam imagens reais da investidora combinadas com voz sintética gerada por I.A., na qual ela supostamente afirma: “Vou compartilhar pessoalmente meu know-how de investimentos”. O objetivo final é atrair vítimas para grupos em plataformas externas, onde o golpe é concluído.
A própria investidora, conhecida como Fuyuko, do canal “Fuyuko, a obcecada por economia”, nega qualquer envolvimento: “Não atuo em grupos no LINE nem divulgo anúncios em redes sociais ou no YouTube. É inaceitável. Estão usando meu rosto sem autorização. Peço que as plataformas tomem providências para evitar que mais pessoas sejam prejudicadas”.
Em resposta, o Google, responsável pelo YouTube, afirmou que “a falsificação de identidade de figuras públicas é claramente proibida” e que “análises constantes são realizadas para detectar e remover anúncios problemáticos”.
Especialistas alertam para a sofisticação crescente desses golpes. Segundo o professor associado Eijiro Mizutani, do Instituto de Mídia e Comunicação da Universidade Keio, a combinação de I.A. com técnicas de deepfake está tornando as fraudes mais difíceis de detectar. Ele defende o fortalecimento dos processos de checagem e remoção de conteúdo por parte das plataformas digitais.
“Há uma responsabilidade pesada sobre essas empresas. É essencial que colaborem com autoridades nacionais e internacionais para combater esse tipo de crime”, afirmou Mizutani. Ele ainda advertiu: “Com a popularização da I.A. generativa, qualquer pessoa pode produzir falsificações sofisticadas. Mesmo que um anúncio apresente a imagem de um influenciador conhecido, não se deve confiar automaticamente. O risco de ser enganado é real e crescente”.
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