Tóquio, Japão – Apesar de seu design arrojado e do apelo nostálgico, os carros norte-americanos continuam sendo uma raridade nas ruas do Japão — realidade que tem causado irritação no presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Marcas como Chevrolet e Cadillac venderam, juntas, pouco mais de mil veículos em território japonês no último ano. Em contraste, montadoras alemãs como Mercedes-Benz e BMW superaram as 50 mil unidades vendidas cada uma no país.
Trump, crítico da balança comercial entre os EUA e o Japão, chegou a afirmar em abril: “Eles não aceitam nossos carros, mas nós aceitamos MILHÕES dos deles!”, acusando o Japão de ser um parceiro comercial injusto. Como resposta, impôs uma tarifa de 25% sobre veículos importados, afetando diretamente empresas japonesas.
No Japão, a preferência no dia a dia recai sobre os modelos nacionais. As razões incluem a largura das ruas, dificuldade para encontrar peças ou oficinas especializadas, além da percepção de que os veículos americanos são menos confiáveis — algo que especialistas apontam como possivelmente infundado.
Yosuke Fukuda, dono de uma loja especializada em carros clássicos ao norte de Tóquio, afirma que o tamanho dos automóveis dos EUA ainda é um obstáculo. Ele mesmo dirige um SUV americano, o Yukon, que frequentemente “fica para fora ou espremido” nas vagas estreitas da capital japonesa.
Consumidores locais, como Yuka Fujimoto, de 42 anos, nunca cogitaram comprar um carro americano. “As montadoras japonesas oferecem mais opções para famílias”, disse ela.
Mas há sinais de tentativa de adaptação. A nova geração do Chevrolet Corvette passou a ser vendida com volante do lado direito, adequado ao tráfego japonês, o que pode indicar esforços renovados para conquistar o mercado local.
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Com informações da Japan Today




