တိုကျို၊ ဂျပန် – O preço médio do arroz vendido nos supermercados do Japão atingiu um novo recorde histórico. Entre 3 e 9 de novembro, o valor médio do pacote de 5 quilos chegou a ¥4.316, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca na sexta-feira (14). O avanço representa uma alta de ¥81 em relação à semana anterior, informaram o jornal Yomiuri e a emissora NHK.
O preço sobe pelo segundo período consecutivo e supera, após quase seis meses, o recorde anterior de ¥4.285, registrado em maio. A cotação permanece na casa dos ¥4.000 há dez semanas seguidas.
Queda no estoque público e avanço dos lotes novos elevam preços
A alta ocorre após meses de tendência de queda, impulsionada pelo aumento das vendas de arroz de estoque do governo, liberado por contratos diretos. No entanto, essa dinâmica mudou no início do outono. A redução da oferta de arroz estocado e a maior presença de arroz novo — tradicionalmente mais caro — pressionaram o mercado para cima.
O levantamento mostra que o arroz de marca alcançou ¥4.573, alta de ¥33, mantendo-se acima de ¥4.500 pela quarta semana seguida. O arroz blend teve uma valorização ainda maior: subiu ¥176, chegando a ¥3.732.
A participação nas vendas, porém, segue estável: 69% para arroz de marca e 31% para blend. Os dados consideram informações de compra de cerca de mil supermercados em todo o país.
Especialista prevê possível alívio na primavera de 2026
Para o pesquisador Kimio Inagaki, do Instituto de Pesquisa Mitsubishi, o recorde reflete principalmente o aumento dos custos enfrentados pelo varejo.
“Desde o início do outono, o preço de compra está mais alto. Por isso, os supermercados acabam repassando esse custo. As vendas não estão tão fracas a ponto de forçar uma queda imediata, então muitos distribuidores acreditam que ainda não é hora de reduzir valores”, explica.
Inagaki estima que, se a capacidade de produção se mantiver, a pressão sobre os preços pode diminuir na primavera do próximo ano. Segundo ele, o varejo deve chegar a um ponto em que será necessário baratear o produto para manter a demanda.
Entretanto, ele pondera que o arroz recém-colhido não chega ao mercado de uma só vez. “Mesmo que haja um excedente, isso leva um tempo até se refletir claramente nos preços”, afirma.




