တိုကျို၊ ဂျပန် – A Asahi Group Holdings enfrenta uma grave falha de sistema desde 29 de setembro, após sofrer um ataque cibernético. O problema interrompeu pedidos e entregas, causando falta de produtos em bares, restaurantes e lojas de conveniência em todo o Japão.
A crise completa cinco dias e já ameaça a disponibilidade da cerveja mais popular do Japão, Asahi Super Dry, carro-chefe da empresa, informou o jornal Yomiuri.
O bar Boulevard Tokyo, em Nihonbashi, informou que o estoque da marca pode acabar no início da próxima semana. “Se continuar assim, não teremos como manter as vendas”, disse o diretor da empresa, Yusuke Sato.
Impacto além da Asahi
A falha não afeta apenas a Asahi. Como parte da logística é feita em transporte conjunto com Kirin e Sapporo, os atrasos se espalharam também para concorrentes. De acordo com Minoru Sasaki, distribuidor em Tóquio, “alguns bares podem ficar sem Super Dry já no começo da próxima semana”.
As redes 7-Eleven e FamilyMart também sofrem. Bebidas desenvolvidas em parceria com a Asahi tiveram entregas suspensas. Por isso, algumas lojas já exibem avisos de falta de estoque.
Produção paralisada
Apesar de as fábricas da Asahi não terem sofrido danos diretos, muitas tiveram de parar a produção por falta de pedidos e desorganização logística. A empresa ainda tenta normalizar entregas, usando telefone para receber pedidos emergenciais, mas a situação está longe de resolvida.
Risco para o mercado de cerveja
Especialistas alertam que a crise pode gerar perdas duradouras. O professor Masakatsu Morii, da Universidade de Kobe, explica que a gravidade está ligada ao sistema ERP que integra logística, pedidos, RH e finanças.
Essa unificação aumenta a eficiência em tempos normais, mas em caso de falha torna a recuperação muito mais difícil.
A disputa no mercado japonês de cervejas é intensa, com Asahi, Kirin, Sapporo e Suntory competindo espaço em bares e supermercados. Portanto, caso os clientes migrem para outras marcas, recuperar o terreno perdido pode levar tempo.




