တိုကျို၊ ဂျပန် – O Japão registrou em setembro o maior número mensal de falências causadas por falta de trabalhadores desde o início do monitoramento em 2013. Foram 46 casos no mês, alta de 109% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a empresa de pesquisa Tokyo Shoko Research.
No acumulado de janeiro a setembro, o país somou 285 falências relacionadas à escassez de trabalhadores. Ou seja, houve um aumento de 31,3% na comparação anual e o maior nível já registrado.
Principais fatores
Entre os motivos, o levantamento destacou a demissão voluntária de funcionários, que cresceu 1,6 vez em relação a 2024. Isso evidencia uma alta rotatividade no mercado de trabalho.
Empresas, especialmente de pequeno e médio porte, enfrentam dificuldades para reter talentos e contratar novos empregados. Elas não conseguem arcar com os custos de aumento salarial em meio à inflação e à queda nos lucros.
Os dados mostram que:
- 105 falências ocorreram por dificuldade de recrutamento (+16,6%)
- 92 falências por alta dos custos trabalhistas (+26%)
- 88 falências ligadas a saída de funcionários (+62,9%)
Todos os números foram recordes históricos.
Perspectivas
Com a elevação do salário mínimo nacional para 1.121 ienes por hora em outubro, muitas empresas não conseguem repassar os custos para os preços finais, o que agrava a pressão financeira.
Analistas alertam que, pela primeira vez, o Japão deve ultrapassar a marca de 300 falências anuais causadas por falta de mão de obra, sinalizando que a crise tende a se aprofundar em 2025.




