ဝါရှင်တန် – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quinta-feira (4) um decreto que reduz as tarifas aplicadas sobre automóveis e outros produtos importados do Japão, informou a agência Reuters.
De acordo com o decreto, itens que antes tinham tarifa inferior a 15% passarão a ser taxados em 15%, enquanto os produtos que já estavam acima desse índice não receberão taxas adicionais.
Em julho, Japão e Estados Unidos haviam chegado a um acordo para revisar as tarifas, estabelecendo a alíquota de 15% para automóveis. O ajuste representa uma queda em relação aos 25% aplicados em abril, sendo reduzidos agora para 12,5%, que, somados ao imposto vigente, totalizam os 15%. Até então, não havia clareza sobre a data de implementação.
O ministro japonês responsável pela revitalização econômica, Ryosei Akazawa, que esteve em Washington para pedir a rápida promulgação do decreto, publicou nas redes sociais uma foto ao lado de Trump na Casa Branca, escrevendo “Finalmente” com um emoji sorridente. Desde abril, Akazawa já havia feito 10 visitas aos EUA para avançar nas negociações.
O decreto prevê que os detalhes sobre a redução das tarifas sejam publicados no Diário Oficial dos EUA (Federal Register) dentro de até sete dias após a divulgação oficial. Além disso, a medida especial que isenta de novas tarifas os produtos já acima de 15% terá aplicação retroativa a 7 de agosto.
A Toyota comentou a decisão: “Quase 80% dos veículos que vendemos nos EUA são produzidos na América do Norte. Ainda assim, este acordo traz uma clareza que era muito necessária.”
O decreto também especifica que os EUA aplicarão uma tarifa básica de 15% sobre quase todas as importações vindas do Japão, mas com exceções setoriais para automóveis e autopeças, produtos aeroespaciais, medicamentos genéricos e recursos naturais que não podem ser obtidos ou produzidos domesticamente.
Outros pontos do acordo incluem o aumento em 75% das importações japonesas de arroz norte-americano, dentro da cota mínima de acesso ao mercado; e o compromisso do Japão de realizar investimentos de US$ 550 bilhões (cerca de ¥81 trilhões) nos EUA, cabendo ao governo norte-americano escolher os setores que receberão esses recursos.
Por fim, o decreto estabelece que Washington monitorará o cumprimento por parte do Japão e que poderá alterar o acordo caso as obrigações não sejam respeitadas.




