Primeiro-ministro Shigeru Ishiba (PLD) e Yoshihiko Noda, do Partido Democrata Constitucional. Fotos: Gabinete do Governo e Reprodução/FNN
တိုကျို၊ ဂျပန် – Com a aproximação das eleições para a Câmara Alta do Parlamento no Japão, em julho, partidos do governo e da oposição intensificam a disputa por apoio popular com propostas para enfrentar a alta dos preços.
O governo defende a entrega de auxílios em dinheiro, enquanto a oposição propõe redução ou até eliminação do imposto sobre consumo (shouhizei).
Mas afinal, quais são as diferenças entre essas propostas? Como seriam financiadas? E quais são seus efeitos reais?
Durante um debate entre líderes dos partidos na quarta-feira (11), o tema foi abordado de forma direta, segundo uma reportagem da emissora Nippon TV.
“O governo, liderado pelo PLD e Komeito, promete distribuir auxílio de 20 mil a 40 mil ienes, chegando a trilhões de ienes no total. Isso não passa de distribuição de dinheiro como estratégia eleitoral”, disse Yoshihiko Noda, do Partido Democrata Constitucional.
O primeiro-ministro Shigeru Ishiba, líder do PLD, rebateu: “A redução do imposto sobre consumo proposta pela oposição levaria tempo e teria custos. E não há respostas claras sobre como financiar os programas de seguridade social se a receita do imposto for cortada.”
Apesar de se mostrar seriamente preocupado com a inflação atual, Ishiba observou que já há sinais de alívio nos preços, graças a medidas como subsídios para gasolina, luz e gás e liberação de estoques de arroz estocado pelo governo para situações de emergência.
O que cada lado propõe?
- PLD e aliados:
Auxílio financeiro direto (em dinheiro), no valor de 20 mil ienes por pessoa (para toda a população) e um acréscimo de 20 mil ienes para pessoas de baixa renda
- Oposição:
Redução ou eliminação do imposto sobre consumo, com variações entre partidos:
- Partido Democrata Constitucional e Partido da Inovação: isenção do imposto sobre alimentos.
- Partido Comunista e Partido Democrático do Povo: redução do imposto para 5% em todos os produtos.
- Partido Reiwa: abolição total do imposto sobre consumo.
O Partido Democrata Constitucional também propõe um auxílio de 20 mil ienes por pessoa, enquanto a redução do imposto não for implementada.
De onde viria o dinheiro para financiar as propostas?
- Governo (PLD):
Usaria o excedente da arrecadação tributária, ou seja, o valor recebido acima do previsto. Não prevê a criação de novas fontes de receita.
- Oposição:
O Partido Democrata Constitucional menciona o uso de fundos governamentais existentes, mas não especifica valores.
- O Partido Democrático do Povo considera até a emissão de títulos da dívida pública como alternativa de financiamento.
Qual seria o impacto na economia?
Segundo Takahide Kiuchi, economista da Nomura Research Institute, o auxílio financeiro pode aumentar temporariamente o Produto Interno Bruto (PIB), mas grande parte do dinheiro vai para a poupança, o que reduz seu impacto como estímulo econômico.
Ele alerta que ajudas em dinheiro distribuídas uniformemente tendem a ser vistas como “populismo eleitoral”, especialmente se não forem direcionadas a quem realmente precisa (como pessoas de baixa renda).
Sobre a redução do imposto sobre consumo, Kiuchi diz que teria um impacto econômico mais forte do que o auxílio no curto prazo.
No entanto, uma vez reduzido, é difícil aumentar o imposto novamente, o que pode diminuir o crescimento econômico no médio e longo prazo e levar à queda da arrecadação tributária no futuro.




