တိုကျို၊ ဂျပန် – O novo ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Shinjiro Koizumi, declarou em entrevista coletiva, realizada por ocasião de sua posse na quarta-feira (22), que o governo adotará uma política de liberação ilimitada de arroz dos estoques de reserva nacional, conforme houver demanda.
A decisão visa conter a alta anormal dos preços do grão, que vêm pressionando o orçamento das famílias no Japão, informou a agência Kyodo.
Koizumi afirmou ainda que pretende vender arroz estocado diretamente a supermercados e outros setores, sem intermediação, como forma de agilizar a chegada do produto ao consumidor final.
Como parte dessa nova estratégia, o governo cancelou o quarto leilão de arroz estocado, que estava previsto para o final deste mês. A decisão segue uma orientação direta do primeiro-ministro Shigeru Ishiba, que determinou a substituição do modelo de leilões pelo sistema de contratos diretos, mais ágil e flexível.
“Vamos fazer o possível para garantir que o arroz chegue ao consumidor por preços estáveis”, declarou Koizumi, que é filho do ex-primeiro-ministro Junichiro Koizumi.
Ele enfatizou que a disparada nos preços do arroz é uma das principais preocupações políticas atuais, e que é necessário restaurar a percepção pública de que os preços estão voltando a um patamar acessível.
Segundo o ministro, ainda estão sendo definidos os detalhes do novo sistema de distribuição. Ele reconheceu que o aumento abrupto nos preços causou forte impacto na vida da população.
“Os consumidores sentem na pele essa alta. Em algumas regiões, o preço do arroz dobrou em comparação ao ano passado — uma variação rara entre os produtos alimentícios”, disse.
Preços altos e resposta insuficiente
Mesmo após o governo iniciar a liberação dos estoques em março deste ano, o preço médio do arroz vendido nos supermercados permanece alto, com o pacote de 5 quilos custando mais de 4.000 ienes, cerca de duas vezes mais do que no mesmo período de 2024. Além disso, há críticas de que o arroz liberado não está chegando adequadamente aos pontos de venda.
Dados do governo indicam que, dos 210 mil toneladas de arroz estocado leiloadas em março, apenas pouco mais de 10% haviam chegado efetivamente aos supermercadosaté 27 de abril.
O primeiro-ministro afirmou recentemente em debate parlamentar que o arroz deve custar algo na faixa dos 3.000 ienes e que fará o necessário para alcançar esse objetivo o quanto antes.
Koizumi ponderou: “O primeiro-ministro usou esse número como um símbolo de que os preços atuais estão anormalmente altos. Mas mesmo 3.000 ienes ainda pode ser considerado caro em algumas regiões, se comparado aos valores de um ano atrás.”
“O mais importante não é apenas o quanto os preços vão cair agora, mas lembrar de quanto custava antes dessa disparada”, disse o novo ministro
“Tenho tanto arroz em casa que daria até para vender”
Koizumi foi nomeado após a renúncia do antecessor Taku Eto devido a declarações polêmicas envolvendo arroz, em meio à alta nos preços do produto. O episódio gerou forte reação da oposição e da opinião pública.
ပြီးခဲ့တဲ့ တနင်္ဂနွေနေ့ (18) မှာ Saga မှာ ကျင်းပခဲ့တဲ့ အလုပ်ရုံဆွေးနွေးပွဲတစ်ခုမှာ Eto က “ကျွန်တော် ဆန်တစ်ခါမှ မဝယ်ဖူးဘူး။ ကျွန်တော့်ကို ထောက်ခံသူတွေက အများကြီးပေးကြတယ်။ အိမ်မှာ ဆန်တွေ အရမ်းများလွန်းလို့ ရောင်းတောင် ရောင်းနိုင်သေးတယ်” လို့ ပြောခဲ့ပါတယ်။”
Apesar de posteriormente ter pedido desculpas e retirado a declaração, o comentário foi amplamente criticado como insensível, principalmente num momento em que o país enfrenta forte alta nos preços do arroz.
Foto: Reprodução/TV Tokyo
Novo ministro da Agricultura do Japão, Shinjiro Koizumi




