တိုကျို၊ ဂျပန် – O Japão continua enfrentando uma onda persistente de aumentos nos preços de alimentos e bebidas. Segundo um levantamento divulgado nesta quarta-feira (30) pela empresa de pesquisas Teikoku Databank, 14.409 produtos alimentícios devem ficar mais caros até outubro, superando o total do ano anterior (12.520 itens).
A média de aumento por produto deve ficar em 16%, ligeiramente abaixo dos 17% registrados em 2024.
Somente em maio, 478 produtos serão reajustados por 195 grandes fabricantes de alimentos, com aumento médio por item de 15%.
É o quinto mês consecutivo em que os reajustes superaram os números do mesmo período do ano anterior — algo que não ocorria desde a crise de preços de 2023.
Os aumentos previstos até outubro se concentraram nos seguintes grupos:
- Condimentos (ex: curry, temperos): 4.904 itens.
- Alimentos processados (ex: frios, comidas congeladas): 3.685 itens.
- Bebidas alcoólicas e não alcoólicas (ex: café, cerveja, saquê): 2.759 itens.
Mais de mil produtos devem sofrer novos reajustes apenas entre junho e julho, sinalizando que a pressão inflacionária continua intensa.
As principais causas para os aumentos incluem:
- Alta no custo de matérias-primas: responde por 97,9% dos reajustes.
- Custos de energia (eletricidade e gás): representam 66,1% das causas em 2025.
- Custo de transporte e logística: ainda elevado, embora tenha recuado ligeiramente em relação ao mês anterior.
O consumidor já dá sinais de “fadiga de aumentos”, com uma queda no consumo de alimentos e itens essenciais. Isso pressiona as empresas a adotarem medidas alternativas, como a redução da quantidade do produto mantendo o preço (a chamada “reduflação”).
Mesmo assim, os fabricantes continuam repassando os custos — especialmente os relacionados a salários e logística — o que mantém a inflação do setor alimentício em alta.
Apesar de uma recente valorização do iene e pequenas quedas no preço de alguns ingredientes como o trigo, outros fatores — como o aumento do custo de embalagens plásticas e a instabilidade climática que afeta safras — mantêm a pressão por reajustes.
Caso a tendência se mantenha, o total de itens com aumento em 2025 pode chegar a 20 mil, se aproximando do recorde registrado em 2022, quando 25.768 produtos foram reajustados.
ဓာတ်ပုံ- PhotoAC




