Tóquio, Japão – O ministro do Desenvolvimento Digital do Japão, Masaaki Taira, alertou outros ministérios e agências para que evitem usar a Inteligência Artificial (IA) generativa DeepSeek, da China, até que as preocupações com o manuseio de informações pessoais sejam dissipadas.
A IA criada pela startup chinesa DeepSeek tem levantado preocupações na Europa e nos Estados Unidos, pela falta de clareza sobre a coleta de dados pessoais dos usuários.
Durante um discurso na cidade de Nago (Okinawa), Taira se pronunciou a respeito da novidade.
“A questão é se as informações pessoais serão protegidas adequadamente. Se necessário, da perspectiva de proteger as informações pessoais dos usuários, a IA chinesa será analisada pela Comissão de Proteção de Informações”, disse.
Taira acrescentou: “Até que as preocupações com a proteção de dados possam ser dissipadas, os servidores públicos devem se abster de usá-lo, ou se o fizerem, devem ter cuidado.”
O ministro declarou também que pretende emitir um alerta a cada ministério e agência por meio do Centro Nacional de Preparação para Incidentes e Estratégia para Segurança Cibernética (NISC).
Entenda o caso
A DeepSeek é uma startup da China de IA que ultrapassou o ChatGPT como aplicativo mais bem avaliado nos Estados Unidos. Seu modelo de IA, o DeepSeek-R1 está sendo visto como um desafio para líderes do setor, como OpenAI e Meta, com custo mais baixo e eficiência surpreendente, segundo a mídia.
A IA DeepSeek-R1 lida com tarefas complexas de raciocínio, apesar de usar chips de menor custo, assim como foi muito menor o seu custo de desenvolvimento perto de outros modelos já conhecidos.
A startup oferece o modelo com código parcialmente aberto, isto é, permitindo que pesquisadores acessem seus algoritmos, o que, de certa forma, democratiza o uso da IA avançada e promove maior colaboração na comunidade global de pesquisa.
Apesar de suas qualidades, o recurso tem dificuldade em responder questões controversas para a China, como sobre o Massacre na Praça da Paz Celestial ou com relação à infração dos direitos humanos do governo chinês no caso da população de uigures.
Recentemente, usuários tiveram dificuldades de se cadastrar no serviço por conta de “ataques maliciosos em grande escala”.
Foto: iStockphoto
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