Seul – A Coreia do Norte aprovou uma mudança em sua Constituição que prevê o lançamento automático de um ataque nuclear caso o líder Kim Jong Un sofra um atentado ou a estrutura de comando do país fique comprometida.
Segundo a Fox News, citando o jornal britânico The Telegraph, a aprovação da emenda ocorreu durante uma sessão da Assembleia Popular Suprema, em Pyongyang. A votação ocorreu em março.
O assunto também ganhou destaque nesta semana no Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) em uma reunião com autoridades do governo sul-coreano.
De acordo com a Fox, a nova diretriz estabelece procedimentos de retaliação imediata caso a liderança norte-coreana fique incapacitada em um ataque inimigo.
“Se o sistema de comando e controle das forças nucleares do Estado for colocado em perigo por ataques de forças hostis… um ataque nuclear deverá ser lançado automática e imediatamente”, afirma o trecho atualizado da Constituição.
Aumento das tensões internacionais
A mudança ocorre em meio ao aumento das tensões internacionais após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, durante um ataque israelense em Teerã realizado em uma operação militar coordenada com os Estados Unidos no início deste ano, segundo a reportagem.
Nos últimos meses, Kim Jong Un também vem endurecendo o discurso contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos. Em declarações recentes, o líder norte-coreano classificou o país vizinho como o “Estado mais hostil” e prometeu ampliar ainda mais a capacidade nuclear do regime.
A Reuters já havia informado anteriormente que a Coreia do Norte revisou sua Constituição para definir oficialmente seu território em relação à Coreia do Sul. Além disso, removeu referências à reunificação das duas Coreias, reforçando a posição de Kim de tratar os dois países como Estados separados.
Kim Jong Un também acusou os Estados Unidos de promover “terrorismo de Estado e agressão”. Ele indicou que a Coreia do Norte poderá assumir um papel mais ativo contra Washington diante da escalada das tensões globais.




