Manila, Filipinas – O estado de emergência energética nas Filipinas foi declarado pelo presidente Ferdinand Marcos na terça-feira (24), em Manila, após a escalada dos preços globais do petróleo. A decisão ocorre em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica afetada pelo conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
A medida surge enquanto o país enfrenta forte dependência de importações e possui reservas suficientes para apenas 45 dias. Além disso, o governo já avalia ações imediatas para conter os impactos na economia.
Logo após o anúncio, Marcos indicou que pretende reforçar os estoques nacionais. Ao mesmo tempo, autoridades analisam alternativas para garantir o abastecimento diante do cenário internacional instável.
Estado de emergência energética e impacto imediato
Durante discurso televisionado, o presidente afirmou que o governo planeja adquirir um milhão de barris de petróleo. Com isso, a intenção é ampliar o estoque atual e reduzir riscos no curto prazo.
Segundo informações da BBC, Marcos destacou que o estado de emergência amplia os poderes do governo. Assim, será possível adotar medidas para garantir a estabilidade energética e proteger a economia.
“Nada está descartado. Estamos analisando tudo o que podemos fazer, qualquer sugestão, qualquer ideia”, disse o presidente.
A declaração terá validade de um ano. No entanto, o prazo poderá ser prorrogado ou revogado, conforme decisão presidencial.
Dependência externa agrava crise
As Filipinas dependem fortemente de importações de petróleo. Atualmente, cerca de 98% do combustível consumido no país vem do Golfo Pérsico.
Por isso, o fechamento do Estreito de Ormuz teve impacto direto no abastecimento. Nesse sentido, o país se tornou o primeiro a decretar estado de emergência energética em resposta ao conflito.
Enquanto isso, os preços da gasolina e do diesel voltaram a subir na terça-feira (24). Os valores já ultrapassam mais que o dobro do nível registrado antes da guerra, em fevereiro.
Medidas para conter os efeitos da crise
O governo determinou a criação de um comitê para supervisionar a distribuição de itens essenciais. Entre eles estão combustível, alimentos e medicamentos.
Além disso, autoridades receberam autorização para comprar diretamente petróleo e derivados. Com isso, o país tenta garantir o abastecimento interno.
Por outro lado, o embaixador das Filipinas nos Estados Unidos, José Manuel Romualdez, afirmou à Reuters que Manila negocia com Washington. O objetivo é obter isenções que permitam importar petróleo de países sob sanções americanas.
Assim, o governo busca alternativas para reduzir os impactos da crise global de energia.
Perguntas frequentes
- Por que as Filipinas declararam estado de emergência energética?
O país tomou a decisão após a alta do petróleo causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz e pelo risco no abastecimento.
- Quanto tempo duram as reservas de petróleo nas Filipinas?
Atualmente, o estoque nacional é suficiente para cerca de 45 dias.
- Quais medidas o governo pretende adotar?
O governo planeja comprar petróleo, controlar a distribuição de bens essenciais e buscar novas fontes de importação.




