Washington, Estados Unidos – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na quinta-feira (5), em Washington, que pretende participar da escolha do próximo líder supremo do Irã. A declaração ocorreu no sexto dia da guerra envolvendo o país, os Estados Unidos e Israel, após a morte do aiatolá Ali Khamenei em um dos primeiros ataques.
Segundo informações divulgadas pela Associated Press, Trump descartou a possibilidade de que Mojtaba Khamenei, filho do líder morto, assuma o comando do país.
A fala de Trump ocorre enquanto novos bombardeios e confrontos ampliam o conflito no Oriente Médio e em regiões próximas.
Escolha do líder do Irã gera reação internacional
Durante a declaração, Trump criticou publicamente Mojtaba Khamenei, de 56 anos, cotado como um dos nomes para suceder o pai.
O presidente americano afirmou que Mojtaba, que nunca foi eleito ou nomeado para um cargo no governo, era um “peso-leve”. “Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Preciso estar envolvido na nomeação”, declarou Trump.
Ele também citou a situação política da Venezuela e mencionou a presidente interina Delcy Rodríguez como exemplo de influência internacional em processos políticos.
Apesar da declaração, especialistas e veículos de imprensa internacionais questionam os objetivos da guerra. Analistas discutem se a ofensiva busca derrubar a República Islâmica ou apenas pressionar mudanças em sua política externa.
Guerra no Oriente Médio se expande para novos países
Enquanto as declarações políticas ganham destaque, os confrontos militares continuam se espalhando.
O conflito já afeta pelo menos 14 países no Oriente Médio e em outras regiões. Nesta quinta-feira (5), o Azerbaijão acusou o Irã de lançar drones contra seu território. O governo iraniano negou o ataque.
No dia anterior, forças americanas atacaram um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka. A ação provocou novas ameaças de retaliação por parte de Teerã.
Além disso, Israel emitiu um alerta de evacuação em massa para o sul de Beirute, capital do Líbano. A medida ocorre após a intensificação dos confrontos com o grupo Hezbollah, aliado do Irã.
Forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) relataram combates na região sul do Líbano. Ao mesmo tempo, Israel enviou mais tropas para a fronteira.
Mortes e impactos globais da guerra
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o poder de fogo americano sobre Teerã pode “aumentar drasticamente”.
Segundo o exército israelense, os ataques já destruíram grande parte das defesas aéreas e dos lançadores de mísseis iranianos.
Enquanto isso, o conflito provoca impactos globais. Ataques atingiram países vizinhos, interromperam o fornecimento de petróleo e paralisaram parte do tráfego aéreo internacional.
Autoridades informaram que a guerra já deixou pelo menos 1.230 mortos no Irã. No Líbano, mais de 120 pessoas morreram. Em Israel, cerca de uma dúzia de vítimas foi registrada. Além disso, seis soldados americanos morreram durante as operações militares.




