Washinton – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista por telefone à CNN na segunda-feira (2) que a ofensiva militar americana contra o Irã “está indo muito bem”, mas alertou que a “grande onda” de ataques ainda não aconteceu.
Em conversa de nove minutos com o jornalista Jake Tapper, Trump declarou que os Estados Unidos estão “acabando com eles” e que utilizam “o maior Exército do mundo”. No entanto, ressaltou que a fase mais intensa da operação ainda está por vir.
“Nós nem começamos a atingi-los com força. A grande onda ainda não aconteceu. A maior está chegando em breve”, afirmou.
Sobre o tempo previsto para a guerra, Trump disse que espera que o conflito não se prolongue. Segundo ele, a estimativa inicial era de quatro semanas e as operações estariam “um pouco adiantadas em relação ao cronograma”.
O presidente também revelou surpresa com a reação do Irã, especialmente pelos ataques iranianos contra países árabes da região, como Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos.
Segundo Trump, esses países inicialmente teriam sinalizado que não se envolveriam diretamente no conflito, mas acabaram participando após serem atingidos. Ele classificou essa reação como “a maior surpresa até agora”.
Liderança iraniana enfraquecida
Trump afirmou que os primeiros ataques americanos no sábado (28) teriam eliminado 49 integrantes da liderança iraniana, incluindo o aiatolá Ali Khamenei. “Foi um ataque impressionante”, disse, acrescentando que os líderes estariam reunidos em um mesmo local e acreditavam não poder ser detectados.
Com isso, segundo ele, não está claro quem comanda o país atualmente. “Eles nem sabem quem está liderando agora”, declarou.
O presidente afirmou que sua equipe tentou negociar com o governo iraniano, mas não houve acordo. Segundo Trump, o Irã se recusou a encerrar o enriquecimento de urânio e recuava de propostas feitas anteriormente.
Ele voltou a citar o histórico de tensões desde a Revolução Islâmica de 1979 e classificou a ameaça nuclear iraniana como um problema que paira sobre a região há décadas.
Trump também mencionou ações anteriores dos Estados Unidos, como a morte do general iraniano Qasem Soleimani em 2020, e a operação “Midnight Hammer”, realizada em junho de 2025 contra instalações nucleares iranianas, afirmando que o país estaria a um mês de desenvolver uma arma nuclear.
Ao criticar o acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama, Trump disse que o pacto “era um caminho para a bomba” e teria fortalecido o país.
Para o presidente, a atual ofensiva militar é a forma correta de enfrentar Teerã. “Não precisamos nos preocupar com acordos”, declarou, acrescentando que a campanha faz parte de um esforço de longo prazo para eliminar a ameaça iraniana.




