Washington – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra países da América Latina no domingo (4) ao sugerir um segundo ataque militar contra a Venezuela e ao afirmar que uma eventual ação dos EUA contra a Colômbia seria uma “boa ideia”, após a operação americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, informou a CNN.
Trump disse que poderia ordenar um novo ataque ao território venezuelano caso o governo interino do país “não colabore”. Segundo ele, os Estados Unidos estão “prontos” para uma nova ação militar, embora avalie que, neste momento, isso talvez não seja necessário.
Após a captura de Maduro durante um ataque militar realizado na madrugada de sábado (3), em Caracas, Delcy Rodríguez, vice-presidente titular da Venezuela, passou a ser considerada a presidente em exercício. Trump já se referiu publicamente a ela como líder interina, mas condicionou a continuidade da atual postura americana ao comportamento do novo governo.
O presidente norte-americano afirmou ainda que os EUA pretendem trabalhar com integrantes remanescentes do governo Maduro para combater o tráfico de drogas e reformular a indústria petrolífera venezuelana, sem pressionar, por ora, pela realização imediata de eleições para a instalação de um novo governo.
Na noite de domingo, Delcy Rodríguez declarou que deseja atuar “junto” aos Estados Unidos em uma agenda de cooperação voltada ao desenvolvimento compartilhado, respeitando o direito internacional. Mais cedo no mesmo dia, ela recebeu apoio das Forças Armadas venezuelanas, reforçando sua posição como governante interina em meio à crise política e militar no país.
Ameaças à Colômbia e menções a outros países
Além da Venezuela, Trump também fez declarações duras contra a Colômbia, um dia após a ofensiva militar americana em território venezuelano.
A bordo do avião presidencial, a caminho de Washington, o presidente dos EUA afirmou que a Colômbia está “muito doente” e fez ataques diretos ao presidente colombiano Gustavo Petro, a quem acusou de permitir a produção e o envio de cocaína aos Estados Unidos.
“Ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse Trump. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de uma ação militar americana, respondeu que uma “Operação Colômbia” lhe parecia uma boa ideia. A Colômbia se prepara para eleições presidenciais em maio deste ano, e Petro, pela Constituição do país, não pode disputar a reeleição consecutiva.
Trump também mencionou o México, citando o tráfico de drogas, embora sem fazer críticas diretas à presidente Claudia Sheinbaum. Em relação a Cuba, afirmou que o país “parece estar prestes a ruir” por conta própria, o que, segundo ele, descartaria a necessidade de qualquer ação externa dos Estados Unidos.




