Sydney – Ao menos 15 pessoas morreram, incluindo uma criança, após um ataque a tiros durante uma celebração judaica de Hanukkah na praia de Bondi, em Sydney, no domingo (14).
As autoridades australianas classificaram o episódio como um ato de terrorismo antissemita. Os atiradores eram pai e filho, informou a agência AP.
De acordo com o comissário da polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, um dos suspeitos, um homem de 50 anos, foi morto pela polícia. O outro, seu filho de 24 anos, ficou ferido e segue internado. Um dos atiradores era conhecido dos serviços de segurança, mas não havia indícios prévios de um ataque planejado.
As vítimas tinham entre 10 e 87 anos, informou o primeiro-ministro estadual Chris Minns. Pelo menos 42 pessoas foram levadas a hospitais, algumas em estado crítico. Este foi o ataque a tiros mais letal no país em quase três décadas, apesar das rígidas leis de controle de armas na Austrália.
O ataque ocorreu durante o evento “Chanukah by the Sea”, que reunia centenas de pessoas para celebrar o início do festival judaico de oito dias. A programação incluía atividades familiares, como pintura facial e um pequeno zoológico. Testemunhas relataram cenas de pânico, com frequentadores correndo da água ao som de disparos.
Entre os mortos está o rabino Eli Schlanger, auxiliar da comunidade Chabad de Bondi e um dos organizadores do evento. O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou a morte de um cidadão israelense, e o presidente da França, Emmanuel Macron, informou que um francês também está entre as vítimas. As autoridades australianas ainda não divulgaram oficialmente os nomes.
Imagens gravadas por testemunhas mostram dois homens armados disparando a partir de uma passarela. Em um dos vídeos, um homem consegue imobilizar e desarmar um dos atiradores. O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul chamou o civil, identificado pela mídia local como Ahmed al Ahmed, de “herói”.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que o ataque “atingiu o coração da nação” e prometeu unidade nacional em apoio à comunidade judaica.
O episódio ocorre em meio a um aumento expressivo de ataques antissemitas no país no último ano, incluindo agressões, vandalismo e ameaças, sobretudo em Sydney e Melbourne.
O vídeo abaixo mostra o “herói” desarmando um dos atiradores:




