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Tóquio, Japão – Um avião da Japan Airlines (JAL) que seguia de Haneda para Doha precisou retornar ao Japão na manhã desta terça-feira (24), após o fechamento temporário do espaço aéreo no Catar em razão de um ataque a uma base aérea norte-americana na região, informou a emissora NHK.
O voo JAL 59 decolou de Haneda pouco antes das 23h de segunda-feira, mas ao se aproximar da região da China, foi instruído a retornar. A aeronave pousou novamente em Haneda por volta das 5h da manhã desta terça-feira.
O voo transportava 171 passageiros, e segundo a companhia aérea, ninguém relatou mal-estar ou problemas de saúde durante o trajeto.
Um passageiro de 45 anos, que estava a caminho da Geórgia via Doha para uma viagem de trabalho, relatou:
“Sabia que a situação no Oriente Médio estava instável, mas não imaginei que algo assim aconteceria no mesmo dia. O piloto explicou que, por questões de segurança, o espaço aéreo sobre Doha havia sido fechado e, por isso, decidiram retornar a Tóquio. Tudo foi tranquilo a bordo, sem tumultos”, disse um passageiro de 45 anos, que estava a caminho da Geórgia via Doha para uma viagem de trabalho.
Espaço aéreo reaberto após ataque iraniano
O espaço aéreo do Catar foi fechado na segunda-feira (horário local), como medida preventiva diante da ameaça de ataques de retaliação do Irã, que mais tarde lançou mísseis contra a base aérea de Al Udeid, localizada nos arredores de Doha.
Segundo autoridades dos EUA e do Catar, quase todos os mísseis foram interceptados e não houve vítimas ou feridos.
Antes do ataque, a Embaixada dos EUA no Catar havia recomendado que os cidadãos americanos permanecessem abrigados, por precaução. Essa orientação foi suspensa ainda na segunda-feira, e a embaixada informou que as atividades voltariam ao normal na terça.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Catar, o espaço aéreo foi fechado temporariamente para garantir a segurança de residentes e visitantes, mas foi reaberto na madrugada de terça-feira (horário local), permitindo a retomada dos voos.
A base de Al Udeid, alvo dos mísseis, é uma instalação estratégica que abriga o comando central das operações aéreas dos EUA no Oriente Médio, com cerca de 8 mil soldados americanos, segundo o Departamento de Estado.




