Tóquio, Japão – A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou que o asteroide 2024 YR4 tem 2,2% de chances de colidir com a Terra em 22 de dezembro de 2032. Mas a questão é: o que pode acontecer caso o choque ocorra?
O asteroide tem cerca de 55 metros de diâmetro, o que dá quase a altura de um prédio de 18 andares, e está viajando a 48 mil km/h.
Caso colida com a Terra, poderá liberar cerca de 8 megatons de energia, ou mais de 500 vezes a potência da bomba atômica de Hiroshima. Embora não tenha força suficiente para causar um evento global, a destruição será catastrófica para qualquer grande cidade atingida, publicou o Olhar Digital.
Em termos comparativos, um meteorito que atingiu a região de Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, tinha um diâmetro de aproximadamente 17 metros e liberou uma energia explosiva mais de 30 vezes maior que a da bomba atômica de Hiroshima, publicou o Abema.
Segundo o astrônomo Seitaro Urakawa, do Centro Bisei Spaceguard da Agência de Exploração Espacial do Japão, o choque de um asteroide de 40 metros pode destruir uma vila inteira, enquanto um de 90 m pode destruir os 23 distritos de Tóquio, deixando uma cratera de 1 quilômetro e causando uma explosão generalizada.
Urakawa disse que na maioria dos casos, a probabilidade de impacto diminui, como já ocorreu, quando se tem uma ideia precisa de onde o objeto passará.
“Esse asteroide se aproximará da Terra, chegando a uma órbita mais interna do que a dos satélites artificiais, mas passará sem colidir”, disse.
Apesar de parecer roteiro de ficção científica, os cientistas consideram desviar objetos astronômicos que possam colidir com a Terra.
A Nasa executou em 2022 um experimento, no qual uma sonda colidiu com um asteroide de 160 metros, alterando seu curso.
Mas são considerados outros métodos, como explodir o asteroide com uma bomba nuclear.
Caso seja confirmado o impacto, Takahashi Sugio, chefe do Defense Policy Research Institute no National Institute for Defense Studies do Ministério da Defesa,
disse: “Assim que soubermos o ponto exato do impacto, seremos capazes de decidir o que podemos fazer. Se cair em uma área residencial, a evacuação será necessária. Se cair no oceano, serão necessárias contramedidas com relação a um tsunami.”
Urakawa acrescentou: “O incidente do asteroide desta vez não é ficção científica. Está realmente acontecendo. Como pesquisador, tenho receio de dizer algo definitivo, mas desta vez provavelmente ficaremos bem, então, por favor, não se preocupem.”
Foto: Reprodução
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