Washington – O TikTok ficou indisponível nos EUA na noite de sábado (18), manhã deste domingo (19) pelo horário de Tóquio, poucas horas antes de uma proibição entrar em vigor.
A mensagem exibida aos usuários informou que a plataforma foi bloqueada por uma lei sancionada no ano passado, devido a preocupações com segurança nacional relacionadas aos laços do TikTok com a China e seu acesso a dados.
A decisão de manter a proibição foi confirmada pela Suprema Corte na sexta-feira (17), gerando preocupação entre influenciadores e empresas que dependem do aplicativo.
Apesar disso, o presidente eleito Donald Trump, que inicialmente alertou sobre os riscos do TikTok, posicionou-se como potencial salvador da plataforma e manteve conversas com o CEO do TikTok, Shou Chew.
A lei permite que o presidente adie a proibição por 90 dias caso haja progresso na venda do TikTok para uma empresa dos EUA. No entanto, a ByteDance, proprietária do aplicativo, rejeitou compradores.
A Casa Branca sinalizou que a implementação da lei será responsabilidade do próximo governo, mas provedores de serviços expressaram temores legais, levando o TikTok a suspender as operações.
Trump, que toma posse na segunda-feira (20), considera emitir uma ordem executiva para pausar a proibição e buscar uma solução definitiva, mas enfrenta resistência de senadores republicanos que acusam o TikTok de espionagem para o governo chinês.
Especialistas como o analista Richard Greenfield, da LightShed Partners, que acompanha a saga do TikTok há muito tempo, acreditam que o aplicativo eventualmente voltará ao mercado norte-americano.
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