China – O aumento de casos de metapneumovírus humano (HMPV) na China tem gerado preocupação entre as autoridades e na população. Tanto é que o Centro de Controle de Doenças (CDC) da China emitiu um alerta na segunda-feira (6) para que as pessoas tomem precauções de saúde e higiene.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que está em contato com as autoridades chinesas, que informaram que a escala e a intensidade dos casos permanecem mais baixas do que há um ano, noticiou a CNN.
O metapneumovírus humano circula no mundo há mais de 60 anos, mas só foi identificado em 2001 e, segundo a OMS, é um vírus relativamente comum que, em geral, causa sintomas leves, como tosse, febre, congestão nasal e respiração ofegante.
Os casos graves podem evoluir para uma pneumonia, especialmente em crianças, idosos ou pessoas com comorbidades.
A transmissão ocorre através de gotículas, do contato próximo com pessoas infectadas ou com superfícies contaminadas.
Ainda não existe tratamento específico para a doença nem vacina que possa preveni-la.
No caso, a recomendação da OMS para controlar as infecções é a mesma para outras doenças respiratórias, que é manter-se em isolamento caso esteja doente, cobrir a boca ao tossir ou espirrar, manter os ambientes bem ventilados, usar máscara em locais públicos e com aglomeração de pessoas, e lavar bem as mãos.
Nova pandemia?
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos informou que os sintomas mais comuns do metapneumovírus humano são tosse, febre, congestão nasal e falta de ar. Em casos avançados, pode causar bronquite ou pneumonia.
O período de incubação do vírus é de três a seis dias, e a duração média da doença pode variar de acordo com a gravidade, mas é semelhante a outras doenças respiratórias causadas por vírus, como gripe, resfriado e Covid-19.
A OMS tem afirmado que o metapneumovírus não representa “uma nova ameaça”, pois já é uma doença respiratória conhecida.
O médico belga Hans Kluge, da OMS, disse que a melhor forma de prevenir qualquer risco para a saúde pública é investir em sistemas e serviços robustos, incluindo vigilância colaborativa.
Mas a preocupação no momento se deve ao aumento inesperado de infecções, principalmente entre crianças e adolescentes, o que levanta a hipótese de que o vírus tenha sofrido uma mutação genética, de acordo com especialistas ouvidos pela CNN Portugal.
Foto: iStockphoto
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