Beirute – O exército israelense afirmou neste sábado (28) que matou o líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, em um ataque aéreo na sede central do grupo nos subúrbios de Beirute, Líbano, informou a agência Reuters.
O Hezbollah, apoiado pelo Irã, ainda não emitiu um comunicado oficial sobre a situação de Nasrallah, que liderava o grupo há 32 anos.
Durante sua liderança, o Hezbollah se tornou uma força regional que projeta a influência iraniana no Oriente Médio. A morte de Nasrallah seria um golpe significativo tanto para o Hezbollah quanto para o Irã, que ajudou a fundar o grupo em 1982.
Além de Nasrallah, outro líder importante do Hezbollah, Ali Karaki, também teria sido morto.
O exército israelense afirmou que Nasrallah não poderá mais “espalhar terror” e que os ataques aéreos continuaram no sábado, intensificando o conflito com o grupo fortemente armado, aumentando temores de uma escalada para uma guerra mais ampla na região.
Um porta-voz do exército israelense disse que o ataque atingiu o quartel-general subterrâneo do Hezbollah, onde seus líderes estavam “coordenando atividades terroristas contra cidadãos de Israel”.
No entanto, fontes ligadas ao Hezbollah e à mídia iraniana afirmaram que Nasrallah estava vivo.
O Hezbollah é um grupo político e militar xiita libanês que também é considerado uma organização terrorista por alguns países, incluindo Israel e os Estados Unidos.
Nasrallah nasceu em 31 de agosto de 1960, em Bourj Hammoud, Líbano, e passou a ocupar a liderança do Hezbollah em 1992, após a morte de seu predecessor, Abbas al-Musawi, que foi assassinado em um ataque israelense.
Nasrallah desempenhou um papel fundamental na transformação do Hezbollah de um grupo de resistência local em uma força militar e política regional com forte apoio do Irã.
Sob sua liderança, o Hezbollah se envolveu em uma série de confrontos armados com Israel, incluindo a guerra de 2006, e expandiu sua influência política no Líbano, ganhando assentos no parlamento e assumindo um papel importante no governo libanês.
Escalada do conflito
O conflito entre Israel e Hezbollah intensificou-se com trocas de ataques aéreos e disparos de foguetes. Israel realizou uma série de ataques aéreos pesados contra alvos no Líbano, enquanto o Hezbollah disparou foguetes contra o norte de Israel e atacou a sede da agência de espionagem israelense Mossad.
Os ataques israelenses mataram 569 pessoas no Líbano, incluindo 50 crianças, e feriram 1.835, segundo o Ministério da Saúde libanês.
Estima-se que meio milhão de pessoas tenham sido deslocadas no Líbano devido aos conflitos, com milhares delas buscando abrigo em escolas e outros edifícios na capital, Beirute.
O conflito, que teve origem na escalada entre Israel e o Hamas em Gaza, se ampliou para envolver também o Hezbollah no Líbano, criando um novo campo de batalha no norte de Israel. A situação permanece crítica, sem sinais de trégua, enquanto ambos os lados continuam realizando ataques quase diários, agravando a crise humanitária na região.
Foto: Reprodução/CNN
Sayyed Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah no Líbano




