Papua Nova Guiné – O Centro Nacional de Desastres de Papua Nova Guiné estimou nesta segunda-feira (27) que mais de 2.000 pessoas podem ter sido soterradas vivas após um grande deslizamento ocorrido na semana passada, publicou a Reuters.
O número de pessoas que podem ter sido atingidas pelo volume de terra no norte do país é baseado em estimativas feitas pelas autoridades locais.
Uma agência das Nações Unidas estimou no domingo (26) que o número de mortos chegava a mais de 670 pessoas.
A situação permanece instável à medida que o deslizamento de terra continua a mudar lentamente, representando um perigo constante tanto para as equipes de resgate como para os sobreviventes.
Acredita-se que pelo menos 4.000 pessoas viviam na área afetada, disse a diretora da CARE International PNG, Justine McMahon, à televisão ABC na segunda-feira.
Porém, os dados não são precisos, porque o último censo crível foi realizado no ano 2.000 e muitas pessoas vivem em aldeias em montanhas remotas.
Não bastasse a instabilidade do terreno e a localização remota, as autoridades enfrentam ainda uma guerra tribal perto dali, que dificulta o trabalho de resgate.
A primeira escavadeira chegou ao local no domingo, depois da vinda das equipes de emergência, segundo um representante da ONU.
A situação é catastrófica, com imagens publicadas em redes sociais mostrando pessoas cavando com pás, paus ou com as próprias mãos para encontrar sobreviventes.
Até agora foram recuperados 6 corpos. A ONU informou que o número pode aumentar no decorrer dos dias.
Mas um casal que estava preso em escombros foi resgatado por moradores após gritar por socorro.
As autoridades disseram que mais de 150 casas foram soterradas e cerca de 250 outras foram abandonadas.
O cálculo é de que as edificações estejam sob cerca de 8 metros de terra, segundo a representante da CARE.
Foto: Reprodução/EuroNews
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