Kobe, 17/nov – O Tribunal Regional de Kobe (Hyogo) rejeitou o pedido de indenização feito pelos pais de um menino que morreu por consequência de uma gelatina presa na garganta. A sentença foi anunciada nesta quarta-feira pelo juiz Ryuji Nakamura, segundo informou a agência de notícias Jiji.
A família entrou com um processo contra a empresa Mannan Life, de Tomioka (Gunma), que fabrica o produto Konnyaku Batake (gelatina consistente feita à base de uma batata típica da Ásia). A indenização solicitada era de 62 milhões de ienes. Os pais estão estudando se vão apelar ou não da sentença.
O incidente aconteceu em julho de 2008. A avó do menino, de um ano, deu a ele uma porção da gelatina meio congelada. A criança se asfixiou com o produto preso na garganta a foi levada ao hospital, morrendo dois meses depois.
A família alega que o produto não apresentava as devidas medidas de segurança em relação ao tamanho e à consistência, sendo difícil de engolir. O juiz, porém, entendeu que não há qualquer problema em relação à gelatina, justificando que a consistência é uma característica dos produtos à base da batata konnyaku.
As duas partes tentaram chegar a um acordo antes do caso parar no Tribunal. Além da indenização, a família queria que a Mannan Life suspendesse a produção da gelatina, o que não foi aceito pela empresa.
Depois que o garoto morreu, a marca chegou a interromper a produção por aproximadamente um mês e meio. Mas voltou a fabricar a gelatina depois de imprimir na embalagem um alerta para não congelar o produto e tomar cuidado na hora de oferecer a crianças e idosos.




