As autoridades japonesas revelaram esta semana que o novo trem-bala de alta velocidade, que utiliza a tecnologia de supercondução para “levitar” nos trilhos, vai atingir a velocidade de 500 quilômetros por hora.
O empreendimento foi desenvolvido com o objetivo de ligar as duas maiores cidades do país, Tóquio e Osaka. O início do serviço comercial vai demorar um pouco ainda, dado que o primeiro trecho, entre a capital japonesa e a cidade de Nagoia (Aichi), só começará em 2027. O percurso até Osaka só será inaugurado em 2047. Mas os testes de estabilidade e vibração dos vagões estão avançados.
O Japão foi o primeiro país do mundo a modernizar a rede ferroviária, um feito que espantou o mundo inteiro quando as atenções se viraram ao país em função dos jogos olímpicos de 1964. Desde então, as duas maiores zonas metropolitanas do arquipélago estão unidas pelo trem-bala.
O percurso entre Tóquio e Osaka é usado por cerca de 150 milhões de passageiros por ano. Atualmente, a viagem demora duas horas e meia. Com o novo trem-bala, levará apenas 70 minutos.
Hoje, nas horas de maior movimento, há cerca de 10 partidas por hora, com cada composição levando 16 vagões com uma média de 1.300 passageiros. Ao longo do trajeto, nunca há mais de quatro minutos entre um trem e outro, tudo orquestrado pela pontualidade que é característica do país.
Estudos recentes reforçam o cumprimento rigoroso dos horários estabelecidos. Após 160 mil partidas e chegadas ao longo dos anos, a JR (Japan Railways) mostrou-se satisfeita por ter conseguido superar um recorde: em 1987, a média dos atrasos tinha chegado aos 18 segundos, mas em 2003 foi só de seis segundos. No estudo, foram incluídos acidentes técnicos, atropelamentos, nevascas e demais imprevistos meteorológicos.
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O trem-bala é utilizado por 150 milhões de passageiros ao ano no trecho entre Tóquio e Osaka
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