O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, efetuou no dia 17 de setembro uma remodelação de seu governo, depois da vitória nas eleições internas para liderança do Partido Democrático.
Entre os ministros que saíram do executivo estão o chanceler Katsuya Okada, substituído por Seiji Maehara, até agora à frente da pasta de Transporte, e Keiko Chiba, substituído no ministério de Justiça pelo senador Minoru Yanagida.
Permanecem nos seus postos, além do titular de Finanças, o da Defesa, Toshimi Kitazawa; o ministro porta-voz, Yoshito Sengoku; e o responsável pela reforma administrativa, Renho Murata.
Entre os novos ministros estão Akihiro Ohata, à frente de Economia, Comércio e Transporte; Banri Kaieda, como responsável da Política Econômica e Fiscal; e Sumio Mabushi como novo ministro dos Transportes, em substituição de Maehara.
Esta remodelação acontece três meses depois da chegada de Naoto Kan ao poder, em substituição de Yukio Hatoyama, que renunciou pressionado pela queda de sua popularidade.
Desde que assumiu o governo, Kan estabeleceu como prioridade a recuperação econômica e o saneamento das finanças do Japão, país que tem a maior dívida pública entre as nações industrializadas.
No dia 14 de setembro, Kan foi reeleito presidente do Partido Democrático, atualmente no poder, com grande vantagem diante do seu único rival, Ichiro Ozawa, garantindo, assim, a sua permanência no cargo de primeiro-ministro.
A maioria dos novos ministros pertence à facção do partido contrária a Ozawa, conhecido como o “shogun das sombras” por sua influência entre as fileiras governantes.




