A taxa de desemprego de maio no Japão subiu para 5,2% e a situação piorou pelo terceiro mês consecutivo, segundo dados divulgados pelo governo no dia 29 de junho.
Mas as conclusões preliminares do Ministério de Assuntos Internos e Comunicações indicaram que o número de cortes de empregos decorrentes da reestruturação corporativa e de negócios falhos caiu nos últimos dois meses.
A disponibilidade de emprego também melhorou em maio. Ou seja, a relação de ofertas aos candidatos subiu para 0,50 em relação a 0,48 em abril, de acordo com um relatório do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social. Isso significa que 50 postos de trabalho estavam disponíveis para 100 candidatos.
Mas um oficial do Ministério de Assuntos Internos disse que os números ainda estão flutuando em níveis elevados. “Precisamos manter a atenção”, disse. Tendo essa mesma visão, o ministro Akira Nagatsuma (Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social) disse que o governo “adotará todos os meios possíveis” para evitar que as condições de emprego se agravem.
O primeiro-ministro Naoto Kan, que dá prioridade à consolidação orçamental e ao crescimento econômico, será testado em sua capacidade de melhorar as condições de trabalho, cuja recuperação tem sido lenta desde a crise financeira mundial provocada pelo colapso da Lehman Brothers Holdings no final de 2008.
“A recuperação econômica acentuada, que foi observado recentemente, já chegou ao fim”, disse Hideki Matsumura, economista sênior do Instituto de Pesquisa do Japão, observando que a taxa de declínio do número de trabalhadores não diminuiu de modo constante.
A taxa de desemprego atingiu um recorde de 5,6% em julho do ano passado e ficou abaixo de 5,0% em janeiro, pela primeira vez em 10 meses antes de subir novamente acima dessa linha, em março.