Tóquio, Japão – O número de casos de insolação no trabalho no Japão atingiu um novo recorde em 2025. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostraram que 1.803 pessoas passaram mal em ambientes de trabalho por causa do calor extremo no país.
Segundo informações da agência Kyodo News, os números divulgados na última quarta-feira (27) representam um aumento de 546 casos em comparação com o ano anterior. Apesar da alta nos registros, o número de mortes caiu.
Ainda assim, o levantamento reforça o impacto das temperaturas intensas registradas durante o verão japonês, especialmente entre junho e agosto, período apontado pelo governo como um dos fatores para o aumento das ocorrências.
Mortes por calor caíram em relação a 2024
Segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, 19 pessoas morreram em decorrência de doenças relacionadas ao calor em 2025, sendo todas as vítimas fatais homens. Já em 2024, haviam sido registradas 31 mortes.
Entretanto, o ministério informou que a redução pode estar relacionada a uma regra introduzida em junho do ano passado, que obriga empresas a adotarem medidas para evitar que trabalhadores sofram problemas de saúde provocados pelas altas temperaturas.
Indústria manufatureira lidera número de casos
Entre os setores com mais registros de insolação no trabalho no Japão, a indústria manufatureira apareceu na primeira posição, com 365 casos.
Na sequência estão:
• construção civil, com 292 casos
• comércio, com 237
• transporte, com 220
• segurança, com 199
Além disso, o Ministério da Saúde também apontou que cerca de 52% das ocorrências envolveram trabalhadores com 50 anos ou mais. Entre eles, 278 tinham pelo menos 65 anos.
Como o governo japonês define os casos
O Ministério da Saúde do Japão considera como vítimas de doenças relacionadas ao calor tanto os casos de morte quanto os trabalhadores que precisaram se afastar do emprego por pelo menos quatro dias.
De acordo com o governo, o total registrado em 2025 é o maior desde 2005, ano em que as estatísticas passaram a ser coletadas.




